• Resenha: Violetas na janela

    AUTOR(A) –

    A paraisense Vera Lúcia Marinzeck de Carvalho é uma das autoras que mais vende livros no Brasil. Suas mais de 70 obras mediúnicas publicadas atingem milhões de pessoas, que buscam em suas páginas, consolo e explicação para inúmeras questões que os afligem.

    SINOPSE-

    Patrícia desencarnou aos dezenove anos. No mundo dos espíritos, recorda que despertou tranquilamente no plano espiritual, sentindo-se entre amigos. Feliz com a acolhida, adaptou-se à nova vida auxiliada por espíritos benfeitores que a receberam na Colônia São Sebastião.

    Em Violetas na janela, Patrícia explica o que é a desencarnação. Descreve as belezas do plano espiritual, onde não faltam trabalho, estudo e diversão. No início, estava cheia de dúvidas… Do que se alimentaria? O que vestiria? Sentiria as mesmas necessidades? Enfrentaria o calor, o frio? Aos poucos, tudo se esclareceu ao conviver com outros jovens desencarnados.

    Conheça o outro lado da vida: entenda como devemos proceder diante da morte de um ente querido – o que fazer para superar a separação e confortar aquele que partiu. Patrícia exemplifica a lição, relembrando a inesquecível ajuda que recebeu de familiares espíritas. 

    OPINIAO –

    Uma amiga do coração me indicou esse livro várias e várias vezes, e eu postergava a leitura.

    Mas como tudo acontece no tempo certo, li esse livro justamente quando, sem nem saber, precisaria dos ensinamentos dele dias depois.

    É um material incrível, e durante toda a leitura senti que estava acompanhada, de uma boa forma. Sem medo, sem terror.

    Patrícia me fez aprender tanto sobre o mundo espírita, que ao termina-lo, só pude agradecer a ela e mandar muita, mas muita luz mesmo.

    Que espírito incrível.

    Capítulos curtos, escrita super tranquila, mas é um livro que deve ser lido aos poucos, digerindo devagar cada informação que se recebe.

    De 0 a 10 , 10.

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  • Resenha: O amanhã não está à venda

    AUTOR(A)- Ailton Alves

    Ailton Alves Lacerda Krenak, mais conhecido como Ailton Krenak (Minas Gerais, 29 de setembro de 1953), é um líder indígena, ambientalista, filósofo, poeta e escritor brasileiro da etnia indígena crenaque. Ailton é também professor Honoris Causa pela Universidade Federal de Juiz de Fora (UFJF) e é considerado uma das maiores lideranças do movimento indígena brasileiro, possuindo reconhecimento internacional. 

    SINOPSE-

    Há vários séculos que os povos indígenas do Brasil enfrentam bravamente ameaças que podem levá-los à aniquilação total e, diante de condições extremamente adversas, reinventam seu cotidiano e suas comunidades. Quando a pandemia da Covid-19 obriga o mundo a reconsiderar seu estilo de vida, o pensamento de Ailton Krenak emerge com lucidez e pertinência ainda mais impactantes.

    Em páginas de impressionante força e beleza, Krenak questiona a ideia de “volta à normalidade”, uma “normalidade” em que a humanidade quer se divorciar da natureza, devastar o planeta e cavar um fosso gigantesco de desigualdade entre povos e sociedades. Depois da terrível experiência pela qual o mundo está passando, será preciso trabalhar para que haja mudanças profundas e significativas no modo como vivemos.

    “Tem muita gente que suspendeu projetos e atividades. As pessoas acham que basta mudar o calendário. Quem está apenas adiando compromisso, como se tudo fosse voltar ao normal, está vivendo no passado […]. Temos de parar de ser convencidos. Não sabemos se estaremos vivos amanhã. Temos de parar de vender o amanhã.”

    OPINIÃO-

    Um manifesto de poucas páginas, mas muita força e esperança no futuro. Uma crítica aberta ao governo, Ailton conta a realidade dos povos indígenas durante a pandemia que assola o país desde o ano passado.

    Incrível e necessário.

    De 0 a 10, 10.

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  • Resenha: Entre estantes

    AUTOR(A)-

    Olívia Pilar é mestra e doutoranda em Comunicação Social pela UFMG e estuda representatividade. Escritora, busca trazer essa temática para suas histórias que têm protagonistas negras e garotas que gostam de garotas. Publicou cinco contos independentes pela Amazon, “Entre estantes”, “Tempo ao tempo”, “Dia de domingo”, “Pétala” e “Quando o sol voltar”; participou de quatro coletâneas de contos também publicadas na Amazon e da coletânea jovem adulta da editora Plataforma 21, “Todo mundo tem uma primeira vez”. Também uma das autoras da coletânea “De repente adolescente”, da editora Seguinte.

    SINOPSE-

    Isabel quer provar para todos que pode ser boa no curso que escolheu. Mas o que ela não imaginava ao ir buscar um livro na biblioteca da faculdade é que, antes de provar qualquer coisa, ela precisa conhecer a si mesma.

    OPINIÃO-

    Um conto LGTB curtinho, mas cheio de sentimento!

    Em poucas páginas Olívia te faz se apaixonar por Isabel e sua simplicidade, sua coragem mesmo.

    Li em poucos minutos, e fiquei com um gostinho enorme de ‘quero mais’.

    A autora possui diversos outros contos publicados. Super indico a leitura!

    De 0 a 10, 10.

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  • Resenha: O crime da novela das 8

    SINOPSE-

    Um caso trágico, mas também inédito: a crônica policial, no mundo, não registra outro igual. Trágico e inédito, mas também explosivo: mexe com as pessoas comuns, aprofunda como nunca a discussão sobre o papel da televisão, provoca reações no governo do Rio de Janeiro, no Congresso e na Conferência Nacional dos Bispos do Brasil, leva a imprensa abrir um debate sobre a adoção da pena de morte… Um caso como esse merecia virar livro – e virou!

    OPINIÃO-

    Livro bem curtinho e de leitura rápida, mas senti que faltou muita coisa.

    Dados, contextualização, um pouco mais sobre a vítima, sobre o assassino, a família dos dois, o contexto da época e sobre a novela que os dois gravaram nessa época do crime… enfim, pra mim faltou bastante coisa, na minha opinião.

    Para quem não conhece, a morte da atriz Daniella Perez foi um caso policial notório no século XX no Brasil. Ocorrido em 28 de dezembro de 1992, recebeu ampla cobertura da imprensa e causou comoção popular. Daniella, que era atriz e à época trabalhava na telenovela De Corpo e Alma, foi assassinada por Guilherme de Pádua, ator com quem fazia par romântico na trama, e por Paula Thomaz, esposa de Guilherme na época. O corpo da atriz foi encontrado num matagal, na Barra da Tijuca, Zona Oeste do Rio de Janeiro, perfurado com dezoito golpes fatais de punhal, que causaram choque hipovolêmico.

    O caso chocou o Brasil pelos envolvidos serem artistas muito conhecidos e que trabalhavam juntos. A primeira notícia do caso veio a público um dia depois, em 29 de dezembro de 1992, quando foi noticiado juntamente a outra grande notícia de repercussão nacional, a renúncia do então Presidente da República Fernando Collor de Mello. Os dois assassinos foram condenados por júri popular e libertados em 1999. O caso foi listado em 2015 pelo portal Brasil Online (BOL) e da Superinteressante (2015) ao lado de outros crimes que “chocaram” o Brasil.

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  • Resenha: Flores para Algernon

    AUTOR(A)- Daniel Keyes

    Daniel Keyes nasceu no Brooklyn em Nova York, frequentou por um breve período a Brooklyn College, mas desistiu da universidade para entrar na marinha americana. Ele é autor de oito livros, incluindo o clássico Flores para Algernon, publicado pela primeira vez em 1966. Além de trabalhar como marinheiro, Keyes também foi editor de ficção, professor do ensino médio e universitário na Universidade de Ohio, onde foi homenageado como Professor Emérito em 2000. Ele ganhou o Hugo e o Nebula, prêmios por seu trabalho como escritor e foi escolhido como Autor Emérito da Science Fiction e Fantasy Writers of America em 2000.

    SINOPSE-

    Com excesso de erros no início do romance, os relatos de Charlie revelam sua condição limitada, consequência de uma grave deficiência intelectual, que ao menos o mantém protegido dentro de um “mundo” particular – indiferente às gozações dos colegas de trabalho e intocado por tragédias familiares. Porém, ao participar de uma cirurgia revolucionária que aumenta o seu QI, ele não apenas se torna mais inteligente que os próprios médicos que o operaram, como também vira testemunha de uma nova realidade: ácida, crua e problemática. Se o conhecimento é uma benção, Daniel Keyes constrói um personagem complexo e intrigante, que questiona essa sorte e reflete sobre suas relações sociais e a própria existência. E tudo isso ao lado de Algernon, seu rato de estimação e a primeira cobaia bem-sucedida no processo cirúrgico.

    Perturbador e profundo, Flores para Algernon é tão contemporâneo quanto na época de sua primeira publicação, debatendo visões de mundo, relações interpessoais e, claro, a percepção sobre nós mesmos. Assim, se você está preparado para explorar as realidades de Charlie Gordon, também é a chance para perguntar: afinal, o mundo que sempre percebemos a nossa volta realmente existe?

    OPINIÃO-

    Que livro difícil.

    Se eu não me engano, foi o primeiro -ou um dos- livro de ficção científica que li na vida.

    Foi estranho no começo, confesso que fiquei um bom tempo esperando um plot twist, esperando algo a mais, esperando… e quando estava no final, e eu percebi que não viria nada, que era aquilo mesmo que estava lendo, fui capaz de entender.

    É um material bem triste, e coloca em questionamento vários temas como até onde a ciência intefere na nossa vida, até onde a gente deixa -e acredita- que isso possa dar certo.

    Charlie, o personagem principal, é incrível. Super corajoso, e nos faz ter um olhar diferente, mais inclusivo possível, para com pessoas com uma condição especial como a dele. É bem incrível.

    As primeiras páginas são em formato de relatório, apenas, e logo depois começam a aparecer alguns diálogos, também. Mas o livro inteiro é contado dessa forma. Foi bem diferente esse aspecto pra mim, mas tranquilo de se acostumar!

    De 0 a 10, 10.

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  • Resenha: Aluga-se um pai

    AUTOR(A)-

    Mora em Santa Catarina, esposo e filhos. Tem trinta e quatro anos. É formada e pós graduada em pedagogia, mas atualmente trabalha em tempo integral nas suas histórias.

    SINOPSE-

    Lilian Anderson nunca tinha procurado por um prostituto, mas grandes problemas exigem medidas extremas, e aquele era um puta problemão!

    Depois de tomar um calote de sua sócia, havia um agiota lhe ameaçando de morte e dívidas se acumulando em sua mesa. Ela precisava fazer dinheiro rápido e quando surgiu a oportunidade de organizar um casamento luxuoso, aceitou no mesmo instante. O problema é que seus clientes eram do tipo família super tradicional e nem pelo capeta ela conseguiria aquele trabalho se eles descobrissem que seu filho não tinha um pai, e sua única saída foi alugar um pai de mentirinha.

    Quando ela conheceu o acompanhante Dom Trambley soube que ele era o cara perfeito para aquele trabalho. Extremamente bonito. Gentil. Educado. E por coincidência, tinha os olhos azuis iguais os de Oliver, seu filho.

    Se envolver com um prostituto estava completamente fora de cogitação, mas como não se envolver quando Dom era simplesmente o homem mais perfeito que ela já havia conhecido em toda a vida?

    Eles tinham um prazo. Um final de semana fingindo que eram a família perfeita e tudo deveria voltar a ser como antes.

    Mas Dom não era um acompanhante à toa, e conforme Lilian foi conhecendo o seu passado, mais ligada a ele ficava, e de repente, um final de semana não seria suficiente para eles. E certamente as coisas nunca mais seriam como antes.

    OPINIÃO-

    Encontrei esse livro gratuito na AMAZON e baixei apenas para uma leitura rápida, ao ver que seria um romance leve: estava doida para ler um destes.

    Os personagens são incríveis, é um enredo super bem construído e me relembrou muito aquelas comédias romanticas que a Jennifer Lopez estrearia, sabe?! Apesar da personagem principal Lilian, ser um tanto teimosa demais, é uma história que super vale a pena ser lida!

    A escrita da autora é super flúida, tranquila. Foi um livro que li em cerca de 2 dias, sentei e terminei mesmo. Capítulos curtos da forma que eu gosto, a autora instiga o tempo inteiro o leitor para continuar lendo o material!

    De 0 a 10, 10!

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  • Você sabia? Conheça palavras de nosso dia a dia que são heranças africanas

     

    O aplicativo de idiomas Babbel reuniu 15 palavras do dia a dia dos brasileiros que, na verdade, são heranças de línguas e culturas africanas. A miscigenação linguística é responsável pelo idioma rico e variado que falamos hoje. Matéria publicada pelo Catraca Livre.

    Oii, gente, tudo bem? Se tem algo que eu amo é aprender um pouco mais sobre cultura. E por quê não entender um pouco mais sobre a nossa, estudando outra?! Vamos conferir as expressões que não saem do nosso vocabulário!

    Dengo: segundo os dicionários, a palavra significa “lamentação infantil”, “manha”, “meiguice”. Contudo, a palavra de origem banta (atualmente Congo, Angola e Moçambique) e língua quicongo tem um sentido mais profundo e ancestral, dengo é um pedido de aconchego no outro em meio ao duro cotidiano.

    Cafuné: também do quimbundo vem a palavra cafuné, que significa acariciar/coçar a cabeça de alguém.

    Caçula: Do quimbundo kazuli, que significa o último da família ou o mais novo.

    Moleque: do quimbundo “mu’leke”, que significa “filho pequeno” ou “garoto”, era um modo de se chamar os seus filhos de mu’lekes.

    Com o passar do tempo, a palavra começou a apresentar um significado pejorativo, devido ao preconceito existente contra tudo o que era próprio dos negros, inclusive o modo como chamavam os seus filhos. Antes da abolição da escravidão, por exemplo, chamar um menino branco de “moleque” era uma grande ofensa.

    Atualmente, a palavra “moleque” é atribuída a crianças traquinas e desobedientes. Também é utilizada para qualificar a personalidade de uma pessoa brincalhona ou que não merece confiança.

    Quitanda: do termo quimbundo “kitanda”, trata-se de um pequeno estabelecimento onde se vende produtos frescos, como frutas, verduras, legumes, ovos, etc.

    Fubá: vem de “fuba”, da língua banta quimbundo, é uma farinha feita com milho ou arroz. Feijão e angu – creme feito apenas com fubá e água – eram a base da alimentação dos africanos e afro-brasileiros. Hoje, vários pratos e quitutes são preparados com o ingrediente, sendo o bolo de fubá o mais querido entre os brasileiros.

    Dendê: do quimbundo ndende, o dendê, ou óleo de palma, é popular nas culinárias africana e brasileira. Ele é produzido a partir do fruto do dendezeiro – um tipo de palmeira originária do oeste da África. Indispensável na cozinha afro-brasileira, o dendê é utilizado em pratos como o vatapá e o acarajé.

    Cachaça: essa aguardente de cana-de-açúcar é usada no preparo do coquetel brasileiro mundialmente conhecido, a caipirinha. A cachaça é obtida com a fermentação e destilação do caldo de cana.

    Axé: o termo geralmente é usado como o “assim seja”, da liturgia cristã, e também “boa-sorte”. Contudo, segundo as religiões afro-brasileiras, axé (do iorubá ase) é bem mais do que isso, é a energia vital encontrada em todos os seres vivos e que impulsiona o universo.

    Candomblé: esta é a religião de matriz africana mais praticada no Brasil. Em virtude da proibição da prática do candomblé no passado, aconteceu um sincretismo – a junção dos cultos do candomblé com o catolicismo. Até hoje, alguns católicos e praticantes do candomblé celebram juntos a lavagem de Senhor do Bonfim (no candomblé Águas de Oxalá) , Santa Bárbara (no candomblé Iansã), Nossa Senhora dos Navegantes (no candomblé Iemanjá).

    Macumba: (quimb makumba) é uma religião que começou a ser praticada na primeira metade do século XX no Rio de Janeiro e é uma variante do candomblé. Originalmente, a palavra se referia apenas ao instrumento musical utilizado em cerimônias religiosas de raiz africana.

    Muvuca: “mvúka”, de origem banta e língua quicongo, significa aglomeração ruidosa de pessoas como forma de lazer, celebração.

    Cuíca: o instrumento, chamado em Angola de “pwita”, é semelhante a um tambor e contém uma haste de madeira interna e fixa. O som é produzido ao esfregar a haste com um pano úmido. Seu uso foi muito difundido na música popular brasileira e, por volta de 1930, passou a fazer parte das baterias das escolas de samba.

    Abadá: hoje em dia, a palavra abadá é conhecida por se referir à camiseta de carnaval recebida na compra do ingresso para blocos de rua. Ela tem origem no iorubá e originalmente era utilizada para se referir às batas/túnicas brancas vestidas em rituais religiosos.

    Cachimbo: instrumento utilizado para fumar, geralmente, tabaco. A palavra deriva do termo “kixima” de uma das línguas bantas mais faladas em Angola, o quimbundo.

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  • Mar de Aparências – Capítulo 5

    Capítulo 5 – “E tu ta afim mesmo?”

    Theo

    -Você cursa Jornalismo também? Não esperava te encontrar hoje na sala. – Astrid disse assim que eu sentei a mesa que ela escolheu, na cafeteria, com dois cappuccinos.

    -Não, eu faço computação gráfica. Vai ser normal a gente se encontrar em algumas disciplinas com computador, computação, gráfico.. notei que você não esperava. Os meus amigos ficaram me perguntando porque você entrou, lançou aquele olhar mortal na nossa direção, e sentou bem longe da gente.

    -Os seus amigos ou você?

    -Talvez os dois.. – balancei a cabeça, sem graça.

    -Eles são machistas que nem você?

    -Não. Quer dizer, eu não sou.. Ah. Tanto faz. Eu fui criado dessa forma, e eu peço desculpas se te ofende, e por acabar soltando uns foras.

    -Me ofende? Ofende a todas as mulheres. Você nunca namorou, não?

    -Já, sim. Algumas vezes. Por que?

    -Como você namorava? Eram homens, então?

    -Não. – ri. Ela falava engraçado. – Eu gosto de mulheres. – lancei um olhar forte pra ela.

    Essa garota tinha algo que me pegou de jeito.

    E eu conheci ela há menos de uma semana..

    -Não entendo como você gosta de mulheres, se você distrata elas. E oh que você tem uma irmã..

    -Não fala desse jeito, você nem me conhece, Astrid. –quem ela pensa que é pra ficar falando comigo daquele jeito? –Eu nunca distratei uma mulher na minha vida. Eu já te pedi desculpas pelo meu comportamento, isso é o contrário de distratar. Me entende? Eu amo a minha irmã e mataria qualquer cara que distratasse ela.

    -Certo. Desculpe por ter me precipitado. Qualquer tipo de comentário ou comportamento que remete a como as mulheres eram tratadas no passado me dá nos nervos. Fico logo na defensiva.

    -Com toda razão. Eu não distrato mulheres, não as acho um sexo frágil. Na minha cabeça, a forma como fui ensinado, é tipo, mulheres cuidam da cozinha, da família, e homens trabalham. Não é por mal. Se uma mulher que trabalhar, ela pode e deve. Não acho isso um absurdo.

    -Acho que entendi. Mas ainda sim, está errado esse teu pensamento. Tá mais do que na hora de você desconstruir ele.

    -Eu nunca tive alguém pra falar desse jeito que você tá falando comigo, por isso achei que não tivesse falando nenhum absurdo. Digo, alguns amigos já fizeram uns comentários aqui e ali sobre algumas posições minhas, mas nunca liguei.

    -E por que você liga pro que eu to falando?

    Mas essa garota era tiro e queda, huh?

    -É o que eu to tentando descobrir, também.

    Ela bebeu seu cappuccino, rindo e me olhando.

    Continuamos conversando por mais um tempo e quando nos demos conta.. Ela estava há quase uma hora atrasada pra sua aula e eu também.

    -E aquela mina, ein, Theo? – Giovani perguntou assim que entrei na sala e me sentei junto com ele e Eduard.

    -Ela é maneira, cara, ela é maneira.

    -Quem é? – Eduard perguntou. – Tem uma amiga?

    Ri. Pra ele estar interessado, é claro que tinha que favorecer seu lado também.

    -Astrid. É caloura de jornalismo, veio pra cá com a melhor amiga – a proposito solteira – Tina, perdeu a mãe há poucos anos atrás, vive só com o pai e o avÔ.

    -Caralho, contratou um detetive, mano? – Giovani comentou.

    -Shelby. – eu falei e eles balançaram a cabeça, já imaginando.

    Shelby era capitã das líderes de torcida, melhor amiga de minha irmã, Dalia, e fácil fonte de informações, seu avô é o diretor desse campus da faculdade.

    -E tu ta afim mesmo? – Eduard perguntou.

    -Cara, se ele não tivesse não ia ter feito essa pesquisa de campo toda sobre a garota né..

    Ri com os dois.

    Mas parei pra pensar por um minuto.

    Sabe quando algo em alguém te chama atenção, te pega desprevenido e te prende? Eu me sinto assim. Tem algo nela que me faz querer conhece-la, e passar mais horas e horas conversando e ouvindo sua risada meio rouca.

    O professor entrou na sala, dando boa tarde, com um mal humor do cacete.. Virei logo pra frente antes que sobrasse pra mim.

  • Para se inspirar: 10 livros para te motivar a estudar fora

    Planejando um intercâmbio? Essas leituras vão te ajudar! Confira as dicas do Guia do Estudante.

    Oii, gente, tudo bem? Quem me conhece sabe que de assunto de livros, eu entendo! Hoje, então, decidi trazer para vocês uma lista de livros para quem está interessado e pensando em fazer um intercâmbio. Vamos conferir?!

    1. Intercâmbio Cultural
      Autora: Andréa Sebben
      Neste livro, a psicóloga culturalista e membro da Internacional Association for Cross-Cultural Psychology ajuda o leitor a compreender a cultura de outros povos e a refletir sobre cada etapa da experiência do intercâmbio.

    2. Os nortes da bússola
    Autores: Andréa Sebben e Fernando Dourado Filho
    O livro é um manual para quem quer conviver e negociar com culturas estrangeiras.

    3. Vale a pena, o papel do MBA na construção de carreiras globais
    Autor: Ricardo Betti
    O livro do consultor de carreira Ricardo Betti reúne histórias inspiradoras de quem fez um MBA no exterior para transformar a vida e a carreira. Veja mais AQUI.

    1. Fazendo as malas
      Organizadores: Maurício Moura e Sidney Nakahodo
      O livro reúne histórias de jovens que contribuem com o Brasil a partir de suas experiências no exterior. Os autores – de profissões diversas – contam por que decidiram arrumar as malas e viver por um tempo lá fora.
    1. A menina do Vale
      Autora: Bel Pesce
      A paulistana, que estudou no renomado Massachusetts Institute of Technology (MIT), conta o que tem aprendido em sua jornada empreendedora e cita diversos cases de sucesso que mostram como o perfil empreendedor pode mudar uma vida.
    1. Sonho Grande
      Autora: Cristiane Correa
      O livro conta os bastidores da trajetória de três dos principais empresários brasileiros: Jorge Paulo Lemann, Marcel telles e Beto Sicupira. Na história, a autora fala sobre a experiência de Jorge Paulo Lemann na graduação de Harvard.
    1. A arte de viajar
      Autor: Alain de Botton
      O filósofo e escritor suíço faz uma análise sobre os aspectos psicológicos que envolvem o ato de viajar para lugares distantes e sua associação à busca da felicidade.
    1. Comer, rezar e amar
      Autora: Elizabeth Gilbert
      Sucesso mundial, o livro conta a história da própria autora, que decidiu viajar para três destinos diferentes na busca do sentido para a sua vida.
    1. Intercâmbio de A a z 
      Autora: Marina Motta
      A autora e blogueira Marina Motta já passou por 11 intercâmbios e conta no livro o que aprendeu com as experiências. 

    O livro tem uma versão digital à venda.

    1. A Student Guide to Study Abroad
      Autores: Stacie Nevadomski Berdan, Allan E. Goodman e Sir Cyril Taylor
      Organizado por um dos principais institutos que estudam sobre mobilidade acadêmica, o Institute of International Education (IIE), este livro serve como guia para estudantes que desejam ter uma experiência de estudos fora.

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  • Mar de Aparências – Capítulo 4

    Capítulo 4 – Ah, meu irmão? Então, ele é um machista filho da puta, bate em mulher de vez em quando.. mas no fundo? É, até que ele é legal!”

    Astrid

    Depois de duas horas de treino árduo, voltei pro quarto e tomei uma puta chuveirada gelada.

    Ao sair do banheiro, enrolada na toalha, encontrei Tina e Beckie já acordadas, com maior cara de zumbi.

    -Perdeu o treino, Beckie! Foi irado! – falei, animada.

    -Que bom que gostou, Trid. Mas a ressaca não me deixou acordar.

    -E como foi a festa ontem, huh?

    -Foi demais, amiga. – Tina disse baixinho. –Mas fala baixo, tá? Por favor. O pessoal daqui é bem gente boa. Eles pediram pra hoje no almoço a gente se reunir, só os calouros de comunicação, pra se conhecer melhor e tals.

    -Que ótimo! Preciso mesmo conhecer outros caras.

    -Como assim ‘outros’? – As duas me olharam com um olhar de interrogação.

    -Ah. Ontem entraram dois caras aqui bêbados, na verdade, só um estava bêbado. Ele meio que invadiu o dormitório. Aí ajudei o amigo dele, Theo, que não estava bêbado, a tira-lo daqui. Mas conversa vai, conversa vem.. descobri que o cara é maior machista.

    As duas reviraram os olhos.

    -Que merda! E ele era bonito? – Beckie perguntou.

    -Sim. É.  – fiz sinal de choro. – a irmã dele, Dalia, está no time de líder de torcida. E ela é bem legal. Ela disse que ele teve problemas no passado, mas que é maneiro. Não é um babaca por completo.

    -Claro, né, Astrid, é a irmã do cara! Ela não vai te dizer “ah, meu irmão? Então, ele é um machista filho da puta, bate em mulher de vez em quando.. mas no fundo? É, até que ele é legal!”

    Rimos.

    (Chorei por dentro).

    Vai ver ele só fez um comentário –bem infeliz-, na hora errada. Eu sou sempre a que dá segundas chances, então.. por que não, né?

    -Tá, que seja. Acho melhor vocês trocarem de roupa e se arrumarem logo, nossa aula começa uma da tarde.

    -Eu odeio nossa agenda, já falei isso? – Tina disse, pegando sua toalha e indo pro banheiro.

    Nossos horários estavam bem misturados. Dias com aulas a tarde, dia com aula de manha até o horário do almoço, dia com horário a noite.. E pelo visto, isso era bem normal.

    O jeito agora era se adaptar, acabou a moleza, acabou o colégio.

    Agora que minha vida começaria de verdade.

    E como eu ainda estou indo pro primeiro dia de aula, não é muito legal eu ficar pensando em garoto. Até porque, essa faculdade me dá muitas opções.. melhores.

    Só que o destino não estava muito a meu favor.

    Na minha segunda turma, de 3h30, lá estava, Theo e seus três amigos sentados no fundo.

    Será que eles fazem jornalismo, também?

    Puta merda.

    Sentei na frente – bem longe deles- e passei a aula toda virada pra frente, fingindo que nem estavam lá trás.

    Depois que o professor passou a chamada, assinei meu nome e tentei sair de fininho, mas o zíper da minha bolsa emperrou e eu não conseguia abrir para guardar meu caderno e estojo.

    -Precisa de ajuda? – olhei pra cima e vi Theo parado ao meu lado, se oferecendo.

    -Não. – eu disse, teimosa, é claro.

    Continuei empregando força e tentando, mas nada do zíper ir nem pra frente, nem pra trás.

    Suspirei.

    -Sim.

    Entreguei minha bolsa a ele, e era só questão de jeito mesmo, em segundos ele abriu a bolsa.

    -Trabalho braçal é coisa de homem mesmo. – ele tinha que soltar uma dessas, não é mesmo?

    Puxei minha bolsa de suas mãos, joguei tudo ali dentro de qualquer maneira e saí da sala puta.

    -Espera, Astrid! Eu tava brincando! Eu juro que tava brincando! – veio correndo e gritando atrás de mim.

    Infelizmente ele me alcançou e segurou meu braço.

    -Foi mal, saiu antes que eu pudesse controlar.

    -É, é melhor você começar a segurar essa sua língua.

    Com o olhar de malícia que ele me lançou, pude imaginar o que ele pensou naquela hora. Parte de mim tremeu de vontade. A outra, revirou os olhos com nojo.

    -Acho que começamos com o pé errado.

    -Quantas vezes mais a gente vai precisar se reconhecer?

    -Quantas você quiser. Mas saiba que pra mim, é um prazer. – sorriu.

    Mudei o peso do corpo de um pé pro outro, demonstrando impaciência. 

    -Certo. Voce tá ocupada agora, nesse intervalo? Eu te pago um café, ou não sei o que você prefere..- coçou a cabeça, meio sem graça e sem saber o que dizer.

    -Pode ser. Rápido, ok? – falei e continuei andando rápido, logo ele achou seu ritmo andando ao meu lado.