A Aposta – 15

Antes que ela continuasse tagarelando, calei-a com meu dedo indicador, e fui me deitando em cima, encostando meus lábios nos seus, delicadamente. Começamos um beijo bem longo e delicado, até Gabriela afastar só um pouco nossos lábios e gemer baixinho. Beijei seu pescoço, e fui descendo pro seu colo. 
Quando cheguei em seus peitos, tirei seu sutiã apenas com uma mão, enquanto a outra já massageava e apertava seu outro peito já de fora. Ela me puxou pra cima novamente, me beijando com emergência. Apertei seus peitos saciando minha vontade ali, e é claro que ela desceu uma mão sua, deslizando por meu abdômen me fazendo arrepiar-me todo, e começando a tirar minha bermuda.
-Isso porque você disse que não faria isso aqui. –Eu sussurrei, chutando a bermuda de meus pés e beijando sua barriga. 
-Eu tenho minhas vontades. 
-Estou vendo, garotinha.
Comecei a tirar sua calcinha devagarzinho, e apertar sua cintura ao mesmo tempo, quando Gabriela grunhiu, jogando sua cabeça pra trás. 
-Para de fazer isso comigo. 
-É bom provocar os outros, não é? –Eu disse já tirando minha cueca e me posicionando em cima da mesma. –Agora deixa comigo o resto. 
Eu já transei em cima de uma mesa da sala de aula, no banheiro do colégio, em todos os cômodos da casa que você pode imaginar, e até no jardim –ano novo movimentado.. nem queira saber –mas nunca me imaginei dentro de uma barraca apertada. Mas talvez fora isso que tornaram as coisas mais excitantes e animadoras. 
-Noah. –Gabriela jogou a cabeça pra trás mais uma vez, gemendo enquanto eu quase penetrava nela. –O preservativo, Noah. 
-Você não trouxe? –Parei, sussurrando ofegante. 
-Não?
-Qual seu problema, Gabriela? 
-Você achou MESMO que eu achava que isso aconteceria? 
-Não só achava, como já esperava por isso. Você só pode estar brincando.
-Eu.. 
Antes que ela terminasse de se explicar, eu com certeza não deixaria minha noite acabar por aqui. Puxei uma coberta rápido, me enrolei nela, e saí indo pra barraca ao lado. 
Tinha um casal bem mais velho que nós, apenas se beijando dentro –pelo que deu pra ver pelos movimentos –me abaixei, chamei e pedi uma camisinha. Me deram sem problemas.
É por isso que eu gosto de gente prática. 
Voltei pra barraca, deitei, coloquei, e Gabriela ficou rindo, o tempo inteiro. 
-O que foi? 
-Você é maluco, MALUCO!
-Maluca é você! Como que você faz isso, cara? Quando se está comigo, tem de estar sempre preparada. –Ela gargalhou. 
Me debrucei mais em Gabriela, voltando a beijá-la devagarzinho, e finalmente, continuando onde estávamos.
-Isso. –Ela se esticou quase que toda quando eu o fiz, e sorri. Eu com certeza sabia dar o que as mulheres queriam. 
Logo depois de mais uns movimentos, me joguei ao seu lado, tentando recuperar minha respiração aos poucos.
-Céus. –Ela se virou de lado, deitando em meu abdômen. –Você é mágico. 
-Você foi privilegiada dessa vez, apenas. 
-Por que? –Levantou a cabeça, me olhando.
-Porque ele ficou animadinho o tempo inteiro. Até eu ir e voltar. E ainda continuei! 
-Sério? –Nós começamos a rir. –Estou começando a gostar dele. 
-Eu também, cara. Foi mágico isso. –Nós caímos na gargalhada novamente. 
-Estou quebrada. Boa noite. 
Gabriela subiu um pouco, me dando um lento beijo, e logo depois, se virou pro outro lado. Puxei ela pra perto de mim novamente, e dormimos de conchinha. 

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