A Aposta – 24

-Nunca falei tão sério assim na minha vida. Te deixo no aeroporto agora. Vamos? 
-Meu Deus! É claro, é claro! –Respondi, animada. 
Subi, arrumei minha mala correndo, tomei um bom banho e troquei de roupa. Eu iria voltar pra Nova York, e fazer o que eu deveria ter feito antes de vir pra cá. 
Eu precisava consertar as coisas com Noah. 

-Que diabos você faz aqui, pirralha? –Eduard perguntou assim que me viu entrando em casa. 
Saí da Flórida eram 8h da manhã. O vôo atrasou, acabei chegando em NY 13h. 
Estava morta de cansada. 
-Eu preciso tanto conversar, Ed. –Joguei minha mala no chão da sala e me sentei no sofá ao seu lado 
-Fala aí, po.
Contei tudo em mente a Eduard. Ele quase quis me matar –feito Noah, mas, normal –ele me deu uns conselhos e disse o que falar pra Noah. 
Depois de muita conversa, subi pro meu quarto, tomei um bom banho e troquei de roupa. Peguei um táxi de frente a minha casa mesmo, e fui pro apartamento de Noah. 
Seu porteiro me deixou subir, já que ele me conhecia. Quando cheguei, encontrei sua porta entreaberta. Estranhei, mas logo entrei. A casa estava silenciosa, Noah devia estar dormindo ou tomando banho mesmo. 
Fui até seu quarto devagarzinho, mas a porta estava bem escancarada e eu não precisei entrar pra ver aquela cena. 
Noah estava deitado de costas, coberto apenas pelo lençol, e do seu lado, deitado em seu braço, Sasha. Enrolada no lençol, também. 
Engoli o choro e a raiva de querer pular em cima dos dois e espancar aquela vagabunda. Saí de fininho daquela casa, e quanto cheguei na rua, as lágrimas amargas desciam pelo meu rosto. 
Por que ele foi fazer isso com a gente, cara? 
Voltei pra casa e cheguei batendo a porta e gritando, de tanta raiva.
-WOW,WOW,WOW! –Eduard desceu correndo, antes que eu jogasse tudo no chão –Que diabos aconteceu, Gabriela? 
-ELE ESTAVA .. ELE –Eu não aguentei e caí no chão, de joelhos, chorando. –NA CAMA! NA CAMA! COM AQUELA VAGABUNDA, EDUARD, AQUELA VAGABUNDA..
-Ei, ei, ei.. Calma, calma –Ele correu pra mim, me abraçando –Calma.. que vagabunda, cara?
-AQUELA SASHA, AQUELA RIDÍCULA! MEU DEUS DO CÉU! EU NÃO ACREDITO QUE ELE FEZ ISSO.. ENQUANTO EU PASSEI O FINAL DE SEMANA INTEIRO PENSANDO NELE, QUERENDO VOLTAR LOGO PRA ELE, ELE FAZ ISSO COMIGO? Eu não acredito, eu não.. 
-Gabriela, se acalma, ta? Noah andou bebendo esses dias, ele me contou que não estava nada bem! Ele pode muito bem ter ficado bêbado e.. 
-ISSO NÃO É MOTIVO! NÃO É RAZAO! NÃO.. –Levantei, limpando meu rosto e subindo pro meu quarto –EU VOU EMBORA DESSA CASA, VOU EMBORA DAQUI, EU NÃO AGUENTO MAIS SER HUMILHADA, SER PISADA, EU NÃO AGUENTO!
Fiquei deitada na cama, e acabei pegando completamente no sono enquanto chorava. –
Acordei com a droga de meu celular tocando, quando o peguei, me assustei; já passavam das 14h da tarde. E já era domingo. 
Mas me assustei mais ainda quando vi Sasha do meu lado. 
Levantei-me rápido com o telefone e fui pro banheiro. 
-Oi, cara. –Era Eduard.
-E ai, acordou agora, não foi? 
-Exato. Que rola? 
-A noite foi agitada por ai, ein? –franzi o cenho, me olhando no espelho. 
Era o terceiro dia que eu acordava com uma enxaqueca daquelas e pior de tudo: não me lembrava de nada da noite anterior. 
-É o que? 
-É, você nem deve se lembrar ne? –Suspirei –Minha irmã chegou mais cedo de viagem, toda empolgada pra te ver. –meu coração ficou apertado e o pior veio em minha mente. –Ela foi até ai e bem, não gostou muito do que viu. 
E o que eu pensei estava certo.
-Meu Deus do céu, não acredito nisso. –Soquei a pia. 

Como eu pude me deixar fazer isso? 

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