A Aposta – 7

Móveis brancos, seu armário era bem alto e ocupava boa parte da parede. Havia uma sacada bem grande ao lado, e no outro canto, do outro lado, uma mesa com um computador. E no cantinho da parede, uma cama de casal, com vários travesseiros, que ficava ao lado de um banheiro pequenino, pelo que pude ver.
Gabriela estava deitada na cama com o notebook aberto e um livro de sociologia na cama com  umas folhas por perto.
-Eu já tinha feito um resumo da matéria pensando que só ia ter teste. Mas será util. 
-Certo e pra que o notebook? 
-Tava contando pras meninas a novidade. 
-O que? Ta grávida agora? –Ela riu, olhando pra mim enquanto eu sentava na cadeira de sua estante. 
-Não, idiota. Quando se está namorando, tem que avisar as amigas. 
-Por que? 
-Por que você com certeza não quer vê-las bem bravas. 
-Entendo. Certo, me passe a matéria pra eu dar uma lida. 
-Aqui. –Ela me entregou as folhas e eu percebi o tamanho de seu decote.
E de seu short.
Nossa, por que ela era tão gostosa, com tão pouca idade?
Certo, pensar isso me deixa mais velho e não gosto de me sentir assim. 
Começamos a estudar, fiz um questionário pra ela e Gabriela já estava afiada por volta de 20h da noite. Sim, estudamos o resto da tarde/começo da noite. 
-É melhor eu ir. –Falei me levantando da cadeira e me espreguiçando.
-Ah.. você não pode ficar mais um pouco? –Gabriela disse se ajeitando na cama e fazendo uma carinha de choro. 
-O que vou ganhar com isso? 
-A minha presença já é um grande presente, não acha? –Nós rimos. 
-Eu preciso arrumar as coisas, Gabi. Tem muita coisa pra arrumar pra que amanha eu esteja preparado pra estudar.. 
-Não, não vai não. –Aquilo acabou comigo.
Ela se levantou, ficou de frente pra mim colocando seus braços ao redor de meu pescoço e ficou apenas fitando meus lábios. 
Mais do que urgente, levei minha mão a sua nuca puxando-a para um calmo e longo beijo. 
Parecia que nossas línguas se comunicavam e falavam em um idioma que só uma entendia a outra, quando estavam juntas. 
Gabriela foi chegando pra trás e se jogou na cama. Engatinhei por cima dela, até nossos lábios se reencontrarem. 
-Se eu for ganhar isso, fico a noite toda.
-Você pode ganhar até mais. –Ela sussurrou tirando minha jaqueta. 
Nos ajeitamos na cama e continuei por cima dela, mas dessa vez, me sentei, descolando nossos lábios. 
-Não vou fazer isso com seu irmão em casa. 
-Por que? –Ela perguntou, rindo. 
-Sei lá. É estranho. Parece que ele vai estar aqui, do nosso lado, olhando sabe. Sei lá. 
-Mas não precisamos fazer isso, necessariamente.. 
-Ah ta. Eu conheço você não tem nem 1 semana, mas tenho certeza do que é capaz de fazer, Gabriela. 
-Ah, para, né. –Rimos novamente. 
-Certo. –Gabriela me puxou pela gola de minha camisa, fazendo-me deitar em cima de si novamente. –Então só fica assim. 

Voltei a beijá-la com toda calma e delicadeza possível. Quando nos beijávamos eu me sentia bem de uma forma inexplicável. Como se eu estivesse me sentindo vivo. Depois de muito tempo. 

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