Dirty

Era minha primeira festa da faculdade e droga, eu estava nervosa.
Era a única de meu grupo de amigos do colégio que queria fazer ciências sociais. Ou seja: A única pessoa que eu conhecia que estava ali presente era eu mesma.

Claro que eu já havia puxado papo com várias pessoas durante minha primeira semana, mas mesmo assim, sou tímida e não consigo fazer amizades tao rápido assim.

Elena, bebe alguma coisa, se solta mais e chama um gatinho pro canto!” –Claro que eu estava na companhia do meu eterno amigo que me salva nos momentos constrangedores: Celular.

Eu estou bebendo, Beatriz!” –Eu digitei de volta pra minha melhor amiga.

Fui chamada pra essa festa por um moreno, alto, forte, gostoso, cheiroso, sorriso bonito, cabelo preto e liso.. Ah. Que moreno! Era no terraço do apartamento dele. Eu estava num cantinho, encostada no parapeito que dava pra imensidão de apartamentos –era um terraço todo aberto com vista pra Barra inteira –que haviam em volta do condomínio. Bebia um copo de vodca com alguma outra bebida que eu ainda não fui capaz de identificar, mas que tava boa, então tava tudo bem.

-Ta sozinha? –Chegou um loirinho cheirando a bebida por um lado, me perguntando.

-Não, não. Meu namorado foi pegar mais bebida pra nós dois.

O garoto na hora balançou a cabeça e foi falar com outra garota que estava a poucos metros de mim. Previsível.

Entao agarra logo alguém, pelo menos vai ficar menos entediada”. –Ri sozinha ao ver a mensagem de Beatriz.

-Festa tao legal pra se ficar rindo pra tela do telefone.. –Ouvi aquela voz conhecida e fiquei toda arrepiada.

Era ele. O moreno.

Olhei de relance pro lado e sorri automaticamente. Ele mesmo.

-Pois é. –Dei de ombros.

-Não ta gostando mesmo? –Franziu o cenho. –Algum problema com alguém?

-Não, não é nada disso não. Só estou me sentindo meio.. deslocada.

-Hum. –Ergueu a sobrancelha, assentindo. –Voce é caloura, né?-Sim. –Suspirei. –Odeio isso.

-Vai passar, te prometo. –Ele riu, achando graça do meu descontentamento. –Voce faz ciências sociais, né?

-Isso, isso. E você?-Cinema.

-Que legal. –Virei-me um pouco pra ele, podendo ver melhor seu rosto. Ah, ele era gato pra caralho mesmo. –Mas você não tem cara de quem faz cinema.

-Tenho cara de quem faz o que, então?- Riu, perguntando e me olhando.Comecei a sentir que estava se formando um clima legal ali.

-Hum.. Jornalismo, quem sabe? Te vejo trabalhando na TV, entrevistando pessoas.

-Não, não. –Riu. –Deus me livre. Eu, na verdade, estarei por trás da TV mesmo. –Rimos.

-Quem sabe você não muda de ideia?

-Quem sabe.. –Bebeu um pouco do que tinha em seu copo e logo depois completou -Voce mora por aqui?

-Não, não. Na Tijuca.

-Sério? Também tenho um apartamento por lá, o dos meus pais.. Voce estudava onde? Desculpe pelas perguntas.. mas vai que temos amigos em comum?

-Opa.. –Sorri, assentindo. –Estudei no QI minha vida toda!

-Ah, conheço um pessoalzinho de lá. É um bom colégio. Nenhum dos seus amigos de lá vieram pra cá?

-Poucos. Mas foi pra cursar outras coisas e os nossos horários não batem. –Fiz cara de choro. –Triste.

-Eu sempre te vejo nas suas aulas a tarde e as vezes, de manha na biblioteca. Nossos horários batem, pelo visto.

-Acho que podemos ser amigos, então. –Eu sorri pra ele, bebendo mais um pouco.

-Eu também acho. –Sorriu de volta mordendo seu lábio inferior.

-Quer dançar? –Perguntei.

Estava tocando umas musicas muito boas e um bom pessoal estava dançando.

-Com certeza. Eu ia te chamar mas fiquei com medo de você achar que era uma cantada.

-E se fosse? –Ri, pegando na mão dele e seguindo as pessoas que estavam indo dançar também.

Dançamos por um bom tempo até eu não estar mais sentindo minhas pernas. Fui parando aos poucos e bebendo mais.

O moreno logo notou e fomos chegando pra trás, nos afastando das pessoas.

Encostei na parede e ele ficou de frente pra mim. E então, colocou uma de suas mãos apoiadas na parede, ao lado de minha cabeça.

-Não teria problema se a gente.. –Chegou mais perto pra falar no meu ouvido.

Nem esperei ele terminar de falar. Eu o queria. E muito.

Agarrei sua nuca e o puxei pra frente de meu rosto, selando nossos lábios. Ele logo colocou uma de suas mãos na minha nuca e a outra em minha cintura, colando nossos corpos e deixando tudo um pouco mais intenso.

Eu sentia sua mão passear pelo meu corpo e ao mesmo tempo, me sentia absolutamente leve. Como se tivesse me deixado levar por uma sensação tao boa, tao gostosa..

-Quero te levar pro meu quarto. –Ele falou em meu ouvido, beijando minha bochecha logo depois. –Voce quer?

-Eu quero. –Falei, rindo e beijando-o rapidamente.

-Tem certeza?

-Vamos logo. –Revirei os olhos, puxando-o pro andar de baixo logo.

Bom que conforme a festa era só ali em cima, no seu apartamento mesmo, na sala, nos quartos.. não havia ninguém. Tudo o que precisávamos.

Chegamos em seu quarto e o moreno logo trancou a porta e começou a tirar sua camisa.Deitei em sua cama, tirando meu salto e fiquei olhando-o.

Ele veio devagarzinho pra cima de mim e começou a me beijar com muito cuidado e delicadeza.
Estava ótimo daquele jeito.

-Voce quer mesmo? Eu não estou bêbado. Não quero que pense que estou e tô fazendo isso por pura.
.-Shhhh. –Falei, beijando-o. –Já disse que quero e quero mesmo.-Certo.

Ajudei-o a tirar sua calça jeans e ele começou logo após, a tirar meu vestido.

Poucos segundos depois, estávamos sem roupa alguma, ele vestindo a camisinha e pouco menos ainda, eu já jogava minha cabeça pra trás, sendo tomada pelo prazer que eu sentia cada vez que ele metia em mim.

-Voce é tao boa, meu Deus. –O garoto apertava meu peito e falava coisas do tipo em meu ouvido, me levando a uma loucura mais alta ainda.

-Continua, isso, isso. –Eu falava entre dentes.

Nunca tinha transado de uma forma tão boa assim na vida, juro.

Quando sentimos que ele estava quase ejaculando, ele logo tirou de mim e soltou tudo o que tinha que soltar fora mesmo. Era mais tranquilo e seguro.

Deitamo-nos por poucos minutos com nossas respirações aceleradas e o coração mais ainda.

-Isso foi muito bom, Elena. –Ele falou deitando a cabeça pro meu lado e sorrindo.

-Eu também acho. –Sorri, beijando-o.

-Acho que deveríamos fazer de novo.

-Eu também acho. –Repeti, indo pra cima dele e dessa vez, controlando tudo.

Juro que quase o vi explodir com tanto prazer nessa segunda vez.-Acordei no dia seguinte me sentindo toda destruída. Com razão: Eu havia perdido a conta de quantas vezes eu tinha transado com esse menino noite passada.

Olhei pro lado e o vi deitado de bruços, dormindo feito um passarinho. Quem o vê com essa carinha de anjo pouco sabe o diabo que ele é na cama..

Fiquei olhando-o por uns segundos e foi quando me toquei: Eu havia esquecido completamente o nome dele. Completamente mesmo.

Peguei meu celular que estava em cima de sua mesinha de cabeceira, ao lado da cama, e vi que já se passavam das 15h de segunda. Eu já havia perdido minha aula.

Tomei um susto com a quantidade de mensagens que tinham de Beatriz  e fui abrindo-as aos poucos. Mas as que mais me chamaram atenção foram:

Só não pega o Edgar Montechiari, sério. Ele é namorado da Aline, eles começaram semana passada! Ela ficou de nos apresentar a ele essa semana..”“Era brincadeira a mensagem anterior, ta? Não fica brava”“Ei, ta brava?  Pelo amor de Deus, Elena.. Eu sei que você não é de pegar qualquer um e muito menos transar assim em festas. Era só brincadeira!”
Meu coração gelou por um momento. Aline é uma de minhas melhores amigas. Mas.. qual é a chance disso acontecer, não é mesmo?

Dei uma olhada em volta do quarto dele e vi um porta retrato em cima da mesa de estudos. Era ele e uma morena alta, de cabelos cacheados e sorriso lindo.
Minha melhor amiga.

Logo embaixo, uma prova sua da faculdade. Com seu nome. Edgar Montechiari.Só não sentei e chorei porque acho que não haviam mais nem água no meu corpo devido a tanto suor da noite passada..

Ouvi um suspiro forte e quando dei conta, Edgar estava acordado, me olhando.

-Oi. –Ele disse numa voz manhosa, sorrindo e tentando manter os olhos abertos.

Ah.. Ele era gostoso até de manhã, cara.

-Oi..

-Perdemos aula hoje, né? –Falou, se sentando na cama e arrumando o cabelo.

-Aham.

Ele havia traído a namorada e estava preocupado com as aulas?

-Voce quer que eu te leve pra casa agora?

Dei de ombros, olhando-o. Mas olhando-o mesmo. Ele era tipo, muito lindo. Muito lindo mesmo.

-Voce quer tomar um banho comigo?

Sorri, balançando a cabeça de forma afirmativa e me inclinando pra beija-lo.

Edgar logo colocou uma de suas mãos em minha nuca enquanto a outra deslizava por meus peitos.

Num impulso, ele me colocou em seu colo, levantou-se e fomos em direção ao seu banheiro –que graças a Deus era em seu quarto mesmo-.

Ao sentir a agua quente escorrer pelo meu corpo e ao mesmo tempo, o corpo dele colado ao meu foi uma das melhores sensações da minha vida.

-Ontem foi muito bom, Elena. –Ele sussurrou, mordendo meu pescoço e logo depois, um de meus peitos. -Quero que se repita da mesma forma.

Minutos antes dele penetrar em mim, beijei-o com muita vontade, deixando-o apertar meus peitos e subir uma de minhas pernas pra lateral de sua cintura e disse, sussurrando:

-Eu também quero.

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