Nosso ritmo – 13

Mais tarde, nos sentamos na pedreira e começamos a conversar um pouco.
Nos sentamos em uma pedra bem grande, a mais alta em cima de várias outras –bem longe da agua, pelo menos –e de onde estávamos, tinhamos uma visão perfeita do mar, já que o mesmo era todo iluminado graças a maravilhosa lua que pairava sobre nós e as luzes dos postes no calçadao conforme estavam todas acesas também, tinhamos uma noção maior do que acontecia na maioria dos cantos da praia. 
-Aqui é surreal nao é? –Enquanto eu estava admirada olhando tudo em volta, Dylan me trouxe de volta a realidade. 
-Sem dúvidas. É engraçado como no momento certo, a gente descobre os lugares certos. Eu já vim aqui várias e várias vezes, mas nunca rolou isso, sabe? Eu me sentar aqui a noite, olhar a praia e o mar todo dessa forma.. É incrível, cara.
-Eu adoro vir pra cá. A forma com que o mar bate na areia tirando e levando qualquer coisa que esteja nela, me faz sempre me aliviar..que nada é pra sempre.  
-Como também uma alegria passa. 
-Mas o que nós seríamos se nao fosse nossos piores e melhores momentos? 
-A noite está muito linda pra falarmos sobre isso, nao é? –Falei, sorrindo. –Sei lá. Me conte 3 coisas que qualquer pessoa TEM de saber antes de te conhecer.
-Hum. Ok. A primeira, ela tem que me conhecer primeiro. –Dei outro tapa nele, rindo mais ainda -, ahn.. OK, sei lá, cara. Eu acho que tenho medo do destino. –Franzi o cenho e ele ficou me olhando sério –Sério. Eu tenho medo do que pode acontecer, do que pode nao acontecer.. Enfim. A segunda é que eu adoro fazer as pessoas sorrirem. É como um hobbie sabe? Meu dia nao vai ser completo até eu conseguir fazer alguem sorrir.
-Parece que seu dia está completo já, nao? 
-Mas eu ainda pretendia fazer outra coisa. 
Eu comecei a rir. A rir mesmo. Nossa, mas foi como se tivessem me contado a piada mais hilária do mundo. 
Eu nao sei se fiquei nervosa, se foi um ataque, nao sei. 
-Nossa, acho que isso valeu pelo resto do mes. –Dylan falou rindo. –A terceira é.. Eu sou apaixonado por comida chinesa. Nossa, pode ter acontecido tudo de ruim, mas se no final do dia, eu comer comida chinesa vai ser como se tudo tivesse melhorado de uma hora pra outra, sabe? 
Assenti concordando e deitando minha mão atrás de mim, exatamente como ele estava. 
Fazer isso exigiu com que meu corpo ficasse mais um pouco perto do seu, e nossos rostos estavam –tipo, muito –próximos um do outro. Dylan olhou pra mim, e na hora meus olhos nao conseguiram fugir dos seus, como eu esperava. Ele foi se aproximando e logo sussurrou: 
-Eu quero muito te beijar, e eu juro que nao estou bebado. 
Ri novamente e assenti, e por eu nao dizer mais nada, ele conclui que ainda era muito cedo pra isso e que a noite mal havia começado. 
-Ok.. –Ele olhou pra praia e logo perguntou –Me conte sobre voce agora. 
-Hum…
-Posso tentar adivinhar? –Dei de ombros, assentindo. 
-Hum. Voce tem cara de quem adora beber. Nossa, mas voce deve virar tudo mesmo. –Assenti, rindo –Mas também tem cara de quem odeia ressaca. Tipo, fica com uma raiva descomunal de si mesma com tudo aquilo que sente e tudo mais. –Assenti novamente –E também.. Está cansada de ter seu coraçao partido pelo mesmo garoto, várias e várias vezes.
-Trás a pessoa amada em quantos dias? 
-Quer saber? Se valesse mesmo apena, a pessoa viria até voce. Pode ter certeza disso. 
-Será? –Pisquei um olho, sorrindo. 
-Se nao a pessoa deve ser cadeirante. Ai sim é complicado. –Caí na gargalhada 
-Por que acha isso? 
-Ahn.. OK. Vamos lá. Voce que perguntou, eu NAO estou te cantando, ok? –Fiz cara de séria, assentindo, na ironia mesmo –Voce é legal, inteligente, popular por todo quanto é lugar que vai, e voce dança demais, cara. Demais mesmo. 
-Ah, obrigada, eu acho? –Rimos –Pena que nao é todo mundo que acha. 
-Além de cadeirante ele é cego também? 
-Ai meu deus! –Gargalhei pela milhonésima vez naquela noite –Voce nao cansa, né? 
Dylan e eu continuamos rindo e olhamos pro mar, ele estava mais calmo do que nunca. A brisa soave balançava meus cabelos e sua camisa, e eu podia sentir seu maravilhoso cheiro de perfume de onde eu estava. 
-Você falou sobre a bebida e eu notei uma coisa. –Olhei pra ele. 
-O que? –Ele perguntou e eu o vi mordendo seus lábios ao sorrir. 

-Eu estou completamente sóbria. 


Nah.. Ta tudo calmo demais por aqui!

Vamo apimentar um pouquinho? Fiquem ligados nos próximos capitulos… Besin, besin, Giulia

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *