Nosso ritmo – 3

Olhei de soslaio para Austin e vi ele corando ao olhar pra mim. Apenas assenti bem sem graça, e comemos em silencio. Depois, David ficou apenas falando sobre seus próximos filmes e o assunto fluiu sem nenhum constrangimento. Logo que acabamos, Austin se levantou, falando: 
-Vamos? Quero dar uma volta. 
-Claro. –Me levantei e me despedi de Mrs. E Mr. Butler –Tchau gente, obrigada pelo almoço. Foi muito bom reencontrar vocês!
-Dizemos o mesmo querida. Apareça quando quiser! –Lori disse simpaticamente. 
-Tchau bonequinha. –Falei com Ashley que estava no cercadinho de bebe mordendo um boneco. –Nos vemos, ein? 
Saí com Austin e seguimos em direção contrária da praia. A tarde estava quente, mas agradável. Havia pessoas caminhando na pista, e hora ou outra passava um carro com som alto –coisa típica de cidade pequena –mas nada que causasse transtorno. Caminhávamos em silencio, e vez ou outra nossos braços se roçavam e eu acabava arrepiada. Austin tinha mudado tanto quanto eu, estava um homem. 
-Pra onde vamos? –Perguntei curiosa. 
-Não muito longe daqui. Já estamos chegando, não se preocupe. 
Ele deu um sorrisinho de lado e voltamos a seguir em silencio. Mais a frente, ele virou a esquina e depois, entrou em um prédio. Subimos uma escada, e no andar de cima, quando ele abriu a porta, eu não acreditei. 
Era meu antigo estúdio. 
Havia um enorme espelho em direção da porta, e o chão azul clarinho permanecia intacto. A caixa de som antiga no canto.. Parecia que o tempo havia parado e eu voltado no tempo que eu vinha pra cá nas férias e passava horas a fio treinando as novas coreografias. 
-Ah meu Deus.. –Olhei em volta, maravilhada ainda. 
-Ainda lembra daqui, não é? 
-Claro que sim.. Continua tudo novinho.. 
-Iam demolir o prédio e construir um novo.. Mas eu pedi pro meu pai pra que comprasse. Então, é propriedade completa dele. O que quer dizer, sua. 
-Está brincando? –Sorri, me virando pra ele –ESTÁ BRINCANDO? 
-Não! É toda sua. –Ele me entregou as chaves –Pode vir a hora que quiser, quando quiser, reformar, fazer o que você quiser, Stella. 
-Ah meu Deus! –Abracei Austin, completamente entusiasmada –Como você fez isso tudo? 
-Assim que você ganhou uns prêmios e deu aquela entrevista pra MTV, falando sobre os projetos de dança nas comunidades. Eu fiquei comovido com aquilo tudo, e pensei, que você poderia começar daqui. Eu posso te ajudar em campanhas e tudo mais. Sei lá. É tudo seu agora. 
-Eu não estou acreditando! 
Eu ria feito uma criança. Me aproximei das janelas nas laterais e comecei a abrir todas, olhando pra vista maravilhosa que tinha, de frente ao mar. 
-Você não precisava ter feito isso tudo.. Eu podia ter comprado e.. 
-Eu sei. Mas eu que fiquei sabendo da demolição, e você com esses shows, apresentações.. Não ia dar conta de resolver tudo. 
-Muito obrigada. Sério, obrigada mesmo. 
Sentei-me em um cantinho, e estiquei as pernas, ainda olhando aquele estúdio todo. Não acredito que Austin tenha feito isso tudo.. ele logo veio e se sentou ao meu lado. 
-O que você vai fazer? –Eu perguntei olhando pra ele. 
-Como assim? 
Ele na hora virou pra mim e ficamos bem próximos. Logo olhei pra frente, meio constrangida. Mas logo perguntei:
-Vai continuar em filmes do seu pai? 
-Eu quero ir pra faculdade. 
-Sério? –Ergui a sobrancelha –Caramba.. 
-É. Meu pai mantém a ideia de que é loucura. Mas eu quero algo por minha conta, sabe? Quero me tornar alguém.. Sei lá. Quero algo diferente. 
-Uau. 
O riquinho metido cobiçado metido riquinho já disse metido? Austin Butler falando que quer algo diferente? E pela conta dele? 
-Chega uma hora que você cansa, sabe? Eu adoro as telas, adoro atuar, mas não é o que eu quero. 
-E o que você quer? Digo, o que você realmente quer, Austin? 
-Quero saber se você vai me dar outra chance nesse verão. 

-Eita, segurem esse forninho! Ces acham que a Stella vao dar uma chance e vai rolar um ‘remember’? Fiquem ligados!Besin, besin 
Giulia

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