Nosso ritmo – FIM

-Está em casa, com as outras meninas. 
-E a Trayce? –Perguntei, travando meus dentes. 
-Ainda não tenho noticias dela, nem de Drake, acho que levaram ele pro hospital, sei lá. 
-Hum. 
-Nossa, mas você ta de parabéns ein? Nunca vi alguém bater tão bem, Stella. –Austin riu, se levantando. 
-É, você que o diga né? 
-Nossa, não conta isso a ninguém. –Ele me olhou sério –Ou não vao querer que eu fique com você senão vou ser espancado até morrer.
-Coitadinho. –Levantei-me, indo até ele e beijando devagarzinho seus lábios –Me perdoa, ok? Agora vamos que eu vou limpar essa ferida.
-Aí sim. –Sorriu, indo atrás de mim até o banheiro.
Austin ficou encostado na pia, enquanto eu pegava algodão, molhava e limpava seu nariz, e passava pomada também.
-Ai. –Ele segurou minha mão, reclamando de dor.
-Desculpe.
-Com uma enfermeira dessas.. Vou querer ficar machucado ou doente toda hora. 
-Isso foi um pedido pra outra porrada? 
-NÃO –Ele se afastou, rapidamente e eu comecei a rir –Pelo amor de Deus. 
-Relaxa aí. E fica quieto, preciso limpar logo isso.
Austin riu,e ficou me olhando, enquanto eu limpava seu rosto. 
-Você já sabia, não é? –Perguntei. 
-Sim. Desculpe não ter contado. –Assenti, suspirando.
-Como soube?
-Meu pai. –Franzi o cenho –Depois do lance dos paparazzis na praia, eu fiquei pra matar ele. Porque eu sabia que ele quem tinha mandado os caras, né. Aí isso meio que obrigou ele a me contar, toda a verdade.. 
-Por um lado ele tava ajudando a gente né? 
-Você. –Assenti e na hora o celular de Austin começou a tocar. –É a Lori. 
-Atenda. Pode ser noticias do seu pai. –Ele balançou a cabeça de forma positiva e logo o fez.
Afastei-me, juntando os algodões e começando a arrumar ali o que tinha usado. Reparei que Austin mudou até o tom a falar com Lori. Depois que ele desligou o celular e olhou pra mim, parecia que ele ia explodir com o tamanho do sorriso que ele deu pra mim. 
-Seu pai já saiu do hospital? –Sorri, me aproximando dele.
-Melhor do que isso. 
-Hum, o que? Me conta logo! 
-Transferiram meu pai pro quarto, e assim que o fizeram, Lori já tava sabendo da confusão e contou tudo pro meu pai. Ele já lançou mandado de prisão pro Drake que já está no hospital, ta em coma, mas ta vivo. E Trayce já foi presa. As meninas estão na sua casa, sendo interrogadas pela policia, porque meu pai já contou tudo ao xerife.
-Meu Deus.. Ele cuidou de tudo. 
-Foi uma promessa que meu pai fez ao seu pai, Stella. Ele prometeu a ele que cuidaria de você.
-Sério? –Eu disse em uma voz chorosa, abraçando Austin. –Eu não sabia o que seria de mim se não fossem vocês. 
-Ah, continuaria sendo boa de esquerda, viu? 
-Você quer ver eu te dar uma de direita pra você ver? –Austin riu, beijando minha cabeça. –Muito obrigada, Austin.. Voce não me contou a verdade, mas você o tempo inteiro me preparou pra ela. 
-Eu que agradeço, Stella. Mas.. E agora? 
Saímos do quarto e eu me sentei no sofá da sala. Ele se sentou ao meu lado, assim que eu comecei a falar: 
-Tudo mudou agora, Austin. Tudo. Eu sinto como se eu pudesse finalmente seguir com a minha vida. Sem mais olhar pra trás, sem medo do passado, sem peso na consciencia. A partir de agora, nasceu uma nova Stella, entende? 
-E entre a gente? Mudou alguma coisa também? –Ele jogou seu braço por cima de meus ombros e eu coloquei minha perna em cima da sua. 
-Mudou. –Falei séria, e Austin me olhou com medo. –Sinto que esse tempo inteiro eu gostava de você. Ou gosto. Mas bem pouco sabe? Bem pouco mesmo. 
-Quantos socos você vai me dar de diferentes formas em uma só noite? 
-Quantos eu quiser, duh. –Nós rimos e nos beijamos. –Mas é sério. Foi como tirar um peso da minhas costas e eu poder ver que tudo isso se juntou, até o que tinha entre a gente se juntou com a culpa do passado, e foi como se eu não pudesse mais seguir em frente. E agora eu sinto que posso. 
-Comigo? 
-Com você. 
Coloquei minha mão na lateral de seu rosto, beijando-o mais uma vez, e sorrindo, enquanto ele deixava suas mãos em minha cintura. 
-Só cuidado com essas suas asinhas, ta meu amor? Eu não to preparado pra outro soco. 
-Você vai ver quem tem asinhas, seu babaca! –Ri, batendo em sua perna. 
-Mas tem uma coisa. 
-O que? –Perguntei, olhando-o.
-Vou ter que virar milionário. –Franzi o cenho –Jane me contou da fechadura, cara. As da nossa casa vão ter que ser blindadas. Ou Anti-Descontroladas. 
-E quem disse que eu moro com caras que apanham de garotinhas? –Ri, enquanto ele me beijava rindo também.
-Você não é uma garotinha, e está longe de ser, Stella. 
-Você que é todo menininho, cara. 
Muita coisa mudou, mas Austin vai sempre continuar sendo aquele playboyzinho. Vai continuar sendo o meu Austin de sempre. 
-Ainda te amo, minha Amy. –Ele sussurrou, beijando o pé de meu ouvido. 
–Eu te amo demais, Austin.

 Espero que tenham gostado dessa história. Rolou romance, confusão, cantoria, bebedeira.. de tudo. Mas é assim, né? Como qualquer vida; tem seus altos e baixos. Até a próxima!
Besin, besin
Giulia

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