Penetras

-Katherina?
Virei-me devagar quando ouvi uma voz masculina chamar pelo meu nome. E assim que o fiz, meu corpo ficou completamente enrijecido, tipo, sabe aqueles momentos que você quer ser um avestruz pra poder enfiar sua cabeça no chão? Sim, eu gostaria de ser um nesse exato momento.
-Ahn, sim? -Continuei virada pra Jared, sorrindo.
Relaxa Katherina, ele nao vai te expulsar da festa bacana de final de ano que ele estava dando.
Qual é, quem nunca invadiu uma festa com as amigas? Quem nunca entrou numa festa com as amigas, sem ser convidada? OK, eu. Até este exato momento.
E o gato, dono da casa onde a festa estava ocorrendo, e dono “da festa”, loiro, alto, com cabelo pra cima bem cortado, e bem arrumado, veio falar justamente comigo agora, quando eu estava começando a me divertir com as meninas.
-Nós ainda não fomos apresentados. Sou Jared, prazer.
-Bom, você já sabe meu nome. -Sorri, notando que as meninas foram se afastando aos poucos de nós. -Mas.. Como sabe meu nome?
-Ahn, perguntei a um amigo, e ele perguntou a outro cara e eu estive ciente. Bem, você nao foi a primeira garota aqui penetra, mas foi a primeira e única que nao veio falar comigo, ou jogar piadinhas pra mim.
-Uou.
Estava com um copo de plástico na mão e virei logo minha bebida.
-Uau. Vai com calma..
-Era água. -Ele franziu o cenho, rindo.
-Juro! -Coloquei minhas mãos pra cima, rindo. -Aqui só tinha vodka, cerveja, Jack Daniel’s, e mais e mais whisky’s diferentes. E eu apenas sentia sede. -Dei de ombros, sem graça.
-Ah, certo. Voce nao bebe? Nada mesmo?
-Só vinho. -Respondi envergonhada.
Qual é, nao queria bancar a penetra-patricinha-exigente. Esse cargo ai já era superior demais.
-Jura?
-É. Meu pai costumava me dar cerveja quando eu era pequena, e eu adorava. -Parei pra pensar comigo mesma -E de repente passei a odiar cerveja depois que cresci. Mas ele também me dava vinho. E eu agora sou uma maníaca por vinho. Hum. Interessante.
Jared soltou uma curta gargalhada e ficou me olhando, ao dizer:
-Você é engraçada.
-É? -Eu respondi mais em forma de pergunta do que de resposta.
Na verdade queria dizer “já me disseram isso antes” mas soaria muito “eu sei que você quer me pegar, gostosão”. E eu nao sou esse tipo de garota esnobe. A nao ser quando se trata de vinhos. Ou sapatos. Ah, tanto faz.
-É.. Então, está gostando da festa?
-Sinceramente, sim. E me desculpa por ter entrado de penetra. Nossa, me sinto mal por isso.
-Sério? A maioria aqui é. Sempre acontece quando dou essas festas.. Você é do North High School?
-Sim! Como soube?
-É, outra informação que meus amigos me passaram. -Ergui a sobrancelha, surpresa.
-Se eles souberem o resultado dos jogos de loteria vou ficar interessada em saber o número deles.
-Se eu soubesse você gostaria de pegar o meu?
-Depende. -Meneei com a cabeça e nós rimos um pouco.
-Então.. Eu estou estourando de dor de cabeça -Ele colocou o copo de cerveja em uma bandeja assim que o garçom passou -Voce nao quer entrar um pouco?
-Aham.
Dei de ombros e segui ao seu lado, nós estávamos perto do jardim, em uma varanda onde a festa ocorria. Seguimos até a parte da frente da casa, onde havia outra varanda e então sim, a entrada pra casa.
Assim que paramos na porta, ele ficou olhando as chaves no bolso, e percebi que ele provavelmente estava pensando se eu deveria entrar ou não.
-Você sabe.. Nao tem ninguém aqui dentro, o pessoal está todo lá fora.. Quer mesmo entrar?
-Se voce nao for nenhum sereal killer ou algum tipo de mutante, tá tudo certo amigo. -Ele gargalhou.
-Voce nao pode ser real garota.
-Posso até ser, mas ainda nao to fazendo macumba pra portas se abrirem sozinhas, então.. -Fiz sinal pra que ele abrisse logo a porta antes que alguém viesse pra cá nos perturbar.
Jared riu mais uma vez balançando a cabeça e abriu a porta.
Como imaginei, dava na sala, assim que ele a abriu. Entrei devagarzinho -e muito sem graça -tipo, só nós dois ali dentro. Céus, será que eu devia ter trazido um canivete comigo?
Parei na porta -ainda admirando a grandeza do lugar. Ok o pai dele é advogado, já imagina-se que ele tem dinheiro, mas nao imaginei que ele teria bom gosto. Sei lá, né -e tirei meus vans -sim, eu usava tenis até em festa. Qual é, é vans, né? -e coloquei num cantinho ao lado da porta.
-O que está fazendo? -Jared questionou assim que eu o fiz enquanto ele fechava a porta.
-tirando meus sapatos?
-Por que..
-Estao sujos e eu nao vou sapatear sua casa?
-Uau, mas já está se convidando pra explorar minha casa?
-Eu só queria explorar seu quarto, mas já que voce faz questão.. -Aproximei-me dele, segurando na gola de sua camisa, provocando-o e Jared realmente ficou sem reaçao. -Estou brincando, idiota. -Cai na gargalhada -Eu caio na sua, voce cai na minha.
-É. Estamos quites.
-Creio que sim.
Ele deu um sorriso meio sem graça, e logo seguiu na minha frente pra trás da casa.
-Venha comigo, tem algo que quero lhe mostrar.
-Claro.
Nós saímos da sala, e um pouco depois havia uma escada bem grande -e chique, de madeira- que devia levar aos comodos de cima, supus. E mais a frente ao lado, havia um banheiro e lá trás, deu pra ver que era a cozinha. Mas ele pegou um caminho por outro lado, onde nós desciamos uma escada e finalmente encontramos uma porta de madeira.
Ele abriu bem devagar, e assim que entrou, já foi acendendo as luzes. Entrei atrás dele devagar, mas bem curiosa.
Fiquei completamente encantada e sem saber o que dizer quando entrei no comodo. Comodo nao, bem dizendo.. Era uma adega. Uma adega gigante.
Como se fosse uma biblioteca, só que no lugar das prateleiras, eram vinhos. Muitos, muitos vinhos mesmo.
No meio, havia uma janela, e na frente, duas poltronas, e uma mesinha de centro. Era como se fosse uma salinha de estar, porém, dentro de uma adega. Era perfeito.
-Meu Deus do céu. -Eu falei olhando em volta, enquanto Jared encostava a porta. -Eu estou no céu.
-Sim, e eu sou o seu anjo. -Ele falou se aproximando e nós começamos a rir. -O que achou?
-O que eu achei? É.. É perfeito. Tipo, eu nao sei. Eu.. Eu estou sem palavras.
-Voce tem um preferido?
-Sim.. Voce bebe vinho também, ou só seu pai..
-Nao, eu bebo sim. Hoje eu quero experimentar um novo, o que acha?
-Por tanto que seja doce, tudo bem. -Dei de ombros, rindo.
Sentei-me na poltrona enquanto o via escolher um vinho, pegar duas taças e pegar o gelo no mini freezer que havia no cantinho.
-Desculpe perguntar, mas você mencionou da casa estar vazia e tudo mais, mas.. E seus pais? Eles nao sabem dessa festa?
Jared se aproximou, e enquanto me servia, respondeu:
-Minha mãe faleceu no ultimo ano. -Engoli em seco.
-Me desculpe. Nao sabia.
-Está tudo bem. Meu pai viajou e.. Bem, ele sabe da festa sim. -Ele se sentou na poltrona de frente a minha, e segurou sua taça, levantando-a -Um brinde?
-Um brinde ao nosso bom gosto por vinhos. -Estalamos a taça, sorrimos.
-E por boa companhia pra aprecia-los.
Sorri enquanto provava. Era muito, muito bom.
-Se meu pai tivesse uma adega dessas eu acho que todos os dias eu experimentaria um vinho diferente. -Jared gargalhou -Sério.. Aqui é perfeito.
-Eu também gosto daqui. Meu pai fez isso aqui pra minha mãe quando eles se mudaram e tudo mais..
-É um lugar bem pessoal pra voce, adivinho?
-Sem dúvidas. Eu.. -Ele colocou sua taça na mesinha e se encostou na poltrona, cruzando a perna -Eu nunca tinha trazido alguém aqui embaixo não.
-Sério?
-Sim.
Ok. Ou ele pegaria aquela garrafa de vinho e quebrava na minha cabeça, ou ele iria me estuprar enquanto derramava todos aqueles vinhos em cima de mim. Céus. Isso me deixou nervosa.
-Como eu disse quando te chamei, você foi a unica penetra que nao veio dar em cima de mim.
-É.. Eu sou timida. E nao sou cara de pau de entrar numa festa a qual nao fui convidada e dar em cima do dono como se conhecesse ele há anos.
-Notei isso. -Jared sorriu, apoiando seu braço no braço da cadeira e olhando pra mim.
Fitei o chão, sem graça. Certo, eu já havia estado com um menino antes, só que.. Eu ainda nao tinha beijado nenhum cara, essa era a verdade. Sim, uma garota de 14 que nunca beijou um garoto, era isso. -E sem dúvidas ele nao precisava saber disso. Nao agora.-
-Então.. Voce disse sobre essa adega ter sido construída quando seus pais se mudaram.. Presumo que voce mora aqui ha bastante tempo, huh?
-É. Desde sempre, praticamente. Voce também é daqui?
-São sim. Meus pais sempre gostaram do clima agradável daqui.
Com razão, antes do divórcio, eles diziam “vamos crescer juntos na Califórnia e espalhar nossos filhos por lá. Quero um surfista em cada praia”. E invés disso, nascera eu, Katherina que odeia praia, futebol, qualquer coisa que me faça suar e odeia surfistas. Ew.
É, a gente se contenta com o que a vida nós dá, nao é?
E lamenta pelo que ela nao nos dá.

Ou algo assim.

-Eu adoro essa música..
Começou a tocar uma música muito lenta, ok, pra ser específica, Kiss me, do Ed Sheeran e essa, definitivamente era a minha música.
-Deus, já passa de 1h da manhã? -Ele conferiu no relógio de seu pulso -Kath, já passa de uma da manhã!
-Nossa, voce me embebedou ou algo do tipo? Eu falo tanto que as horas chega correm de mim, impressionante.
Jared gargalhou, balançando a cabeça negativamente.
-Eu gosto de ouvir você falar.
-Eu também sou uma boa ouvinte, certo? Diz que sou uma boa ouvinte, Jared, ai eu me sinto consolada.
-Voce é uma boa ouvinte. -Ele riu ao dizer.
-OK, obrigada. Isso realmente confortou meu coração. E meu estomago mergulhado em vinho, também.
-Já dizia meu pai, ´´as melhores companhias, são as que mais lhe arrancam uma fácil risada´´.
-Sério? -Sorri comigo mesma ao pensar isso -Gostei disso.
-Tanto quanto voce gostaria de dançar comigo? -Jared se levantou, esticando sua mão, e me olhando, sorrindo.
Meu coração foi na boca. Digo, nós conversamos por quase 3 horas -mano, 3 horas! -ele foi todo fofo, e conversamos mesmo. Nao quis dizer muito sobre mim, ou sobre a situaçao complicada que eu estava passando, mas foi tudo bem, apenas fluiu aquele papo. Nada forçado, nada planejado.
-Um pouco menos. -Franzi o cenho, e ele gargalhou, ainda sem tirar os olhos de mim. -Eu nao sei dançar, Jared. Sério. Eu amei demais essa adega pra estraga-la caso eu te empurre ou qualquer desastre aconteça.
-Eu posso te ensinar, Katherina.
-Tem certeza disso? -Ele revirou os olhos, cruzando os braços. -ok!
Levantei-me devagarzinho, e ele chegou pra trás, mas antes que me desse a mão, disse, passando por mim e se esticando para mexer no interruptor ao lado da porta:
-Só falta isso. -Ele desligou a luz, e acendeu o outro interruptor ao lado.
Foi quando a magia aconteceu. Embaixo de todas aquelas garrafas de vinho, havia uma lampada. Ou seja, o comodo ficou todo iluminado apenas por aquelas luzinhas. Nao ficou tao iluminado quanto estava, só dava pra eu ver a silhueta de Jared, a poltrona, mesa e os objetos mais robustos. Mas estava um clima tão bom, com a música, as luzes apagadas..
-Agora sim.
Ele voltou pra mim, esticou a mão, e eu a segurei, enquanto a outra ficava apoiada em seu ombro. Enquanto uma dele estava entrelaçada à minha, a outra repousava em meu quadril. Antes que ele começasse algum movimento, ele sussurrou em meu ouvido, colando nossos corpos:
-Pise em meus pés.
-Que? -Me afastei um pouco, franzindo o cenho, e rindo.
-Relaxa..Só suba em meus pés, pode ser?
-Certo.
Eu já havia feito isso várias vezes com minha mãe enquanto dançava com ela -ainda bem que eu estava só de meia, eu realmente nao queria dar um mal jeito e dar um pisão de tenis no pé de Jared-.
-Assim. -Ele começou a dançar devagarzinho pra que eu nao me desequilibrasse em cima de seus pés, e ainda com o corpo colado ao meu, a música continuou, e eu nunca me senti tão natural, tão bem com um garoto na minha vida.
-..and with this feeling i’ll forget, im in love now.. kiss me, like you wanna be loved.. -Eu nao resisti e cantarolei, abaixando a cabeça perto do abdômen de Jared.
Mas então, ele foi parando a dança aos poucos e eu logo desci de seus pés.
-Como quiser. -Ele sussurrou, desentrelaçando nossas mãos, e deslizando sua mão agora livre, pela lateral de meu corpo até encontrar meu quadril, e apoia-la ali, junto com a que já estava.
Guiei minha mão pelo seu braço até seu pescoço, e ele na mesma hora juntou nossas testas, descendo seu rosto pelo meu, até deixar nossos lábios se encontrarem.
E quando o fizeram, eu senti algo inexplicável. Digo, eu nao estava me apaixonando. Eu acabei de conhecer esse garoto, e.. Nao. Nao é possivel isso. Deve ser coisa de primeiro beijo, nao é?
Eu sem dúvidas, nao podia negar que valeu extremamente a pena eu ter esperado pra finalmente te-lo feito. Porque foi no lugar certo, na hora certa, e me fez sentir mais especial como nunca.
Nossas linguas se encontraram e logo se entrosaram, no ritmo da música. Foi algo calmo, relaxante e no ritmo da música. Apenas aconteceu.
Afundei meus dedos em seu cabelo, na região da nuca, e ele apertou minha cintura, aprofundando nosso beijo.
Até seu celular começar a gritar.
Mas Jared continuou me beijando, como se nada estivesse interrompendo.
-Atenda.. -Eu colei nossas testas, sussurrando -Pode ser importante.
-Quem é o infeliz.. -Ele revirou os olhos, pegando logo seu celular no bolso. -Oi? Ah, oi cara. Sim.. aham.. Ah, é, eu vim pra adega.. Nao, nao estou sozinho.. É.. Sim.. Sim, cara. Um pouco.. Ok, tudo bem.. Abraço, vá logo pra casa, ok?
Jared assim que desligou o celular e colocou-o no bolso, eu nao me contive e acabei perguntando:
-O volume do seu celular é bem alto, e eu nao pude deixar de ouvir. Eu sabia que voce nao queria contar vantagem em dizer que eu fui a primeira garota que voce trouxe aqui, mas eu ouvi o espanto de seu amigo ao saber que voce nao estava sozinho aqui embaixo.. Por que me trouxe aqui, Jared?
Ele se aproximou e levou sua mão pra minha nuca, me acariciando e sorrindo.
-Sinceramente? Eu gostei de você. E eu nao reparei em voce só porque foi uma penetra, eu reparei em voce, desde o momento que voce entrou pelo portão da minha casa. Fiquei a festa inteira conversando com Joshua, esse que acabou de me ligar, e querendo saber mais e mais de voce. Até que finalmente reuni coragem de ir conversar com voce.
-Coragem? -Ri, acariciando sua mão.
-Ah, Katherina. Voce é linda. E estuda em um colégio com uma fama sensacional. O que eu imaginei? Voce devia ser a desejada, a popular, e eu fiquei nervoso.
-Voce também é conhecido, sabe disso, nao é?
-Pra um cara é diferente. É raro uma garota deixar ele realmente nervoso.
-E eu deixei?
-Nos primeiros minutos? Completamente. Depois voce começou a me fazer rir, e me soltando aos poucos.. Isso foi realmente algo surreal. Meu pai estava certo sobre as garotas que fazem-nos rir, sao as que mais marcam nossa vida.
-Caramba. Eu preciso ir? -Falei olhando pro meu relógio, bem sem graça -Eu disse a minha mãe que iria dormir na casa de uma amiga, e meu Deus, ela foi embora.
Olhei rapidamente no meu celular, e haviam tres mensagens de Lauren.
1- ´´onde voce está, garota?´´
2- ´´Jared também sumiu? Hummmmmmmm! ´´
3- ´´ KATHERINA EU TENHO QUE IR EMBORA, SE VOCE QUER DESENTUPIR A BOCA DESSE GAROTO, NAO PODE SER OUTRO DIA? NAO PRECISA FAZER TUDO AGORA, NAO É?´´
E acabava de receber outra dela:
4- ´´ minha mae veio me buscar e está muito p* da vida pelo atraso meu a ligar e pedir pra que ela viesse. Espero que seu príncipe te leve pra casa. Me desculpe amiga.´´
Que amiga linda que eu tinha, uau.
-Imaginei. -Jared disse -Agora todo mundo já foi embora.
-Como sabe?
-Porque eu pedi ao DJ pra que colocasse musicas lentas quando a festa estivesse acabando e.. Bem, eu nao ouço mais barulho nenhum lá fora. Então, né?
-Me deixe em casa, pelo amor de Deus.
-Bati meu carro mes passado, Kath. Passe a noite aqui. -Ele me deu um selinho demorado -Por favor. Eu posso dormir na sala, se quiser..
-Ficou louco? Eu entro na sua casa e ainda.. Certo. Nao há outra maneira e eu realmente nao quer dormir na rua. E seu pai, ele..
-Nao, está tudo tranquilo. Ele deve chegar amanh..Hoje de manhã. -Ele se corrigiu pelo horário já -Vamos subindo então?
-Eu nao acredito que estou fazendo isso.
-Eu também nao achei que seria possível trazer uma garota aqui em baixo comigo desde quando a ultima vez que uma esteve comigo, foi minha mãe. E voce sabe o que veio depois..
-Então eu consigo fazer isso. -Jared riu, jogando seu braço em cima de meus ombros
-Adoro o som da sua risada.

-Eu adoro o fato de voce ter conseguido me fazer rir esta noite, mais do que eu consegui nos tres ultimos meses

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