Sol na Lua

Eu estava sentada, conversando com papai, no nosso restaurante preferido. Na verdade, nao poderia nem chamar o Sol na Lua de restaurante, porque tava mais pra uma cafeteria mesmo.
Costumávamos tomar café às segundas, quartas e sábados ali.
E sempre que vinhamos, tinha um carinha que ficava sentado na mesa atrás da nossa, de frente pra mim, e meu pai sentava de costas pra ele. Eu não conseguia disfarçar e não lançar uns olhares meio comprometedores em sua direção.
O cara era: 1, cheiroso (eu havia percebido porque já passou por mim uma vez e eu fiquei sentindo seu cheiro por uns 5 minutos ainda), 2, estiloso (vivia de blusa e bermuda combinando, e tenis. Eu amo homem de tenis (não suporto ver pés), 3, bonito pra caralho!
Tinha pele branca, olhos castanhos e um cabelo meio bagunçado, meio indeciso. Não sei explicar, seu estereotipo era bastante comum, mas algo nele me fez vacilar.
-Amelie, está prestando atenção no que eu to dizendo? – meu pai disse, um pouco puto da vida.
Mas foi sem querer. Eu olhei na direção do cara, ele me viu olhando, e sustentou meu olhar.
Jesus, me senti fraca naquele momento.
-Desculpa, pai. – voltei a atenção pro meu velho. – Me distraí. Repete, por favor?
-Esqueça. Vou ao banheiro e já volto; quando voltar a gente vai pra casa, ta?
-Claro. – sorri, assentindo.
Depois que papai levantou e saiu, peguei meu celular e conforme me distraí respondendo umas mensagens, não vi o cara gato levantar e vir em direção a minha mesa.
Vi uma mão e um papel.
Olhei pro papel e depois olhei pra cima: puta que pariu. Que sorriso lindo o cara tinha.
Ele só pos o papel em cima da minha mesa, sorriu e saiu andando.
Peguei o folheto, meio tremula, meio feliz pra caralho, e vi que era um anuncio de uma festa que aconteceria nessa mesma noite, num PUB aqui perto.
Gostei e achei bem interessante.
Tirei uma foto e mostrei pra Maya, minha melhor amiga.

Essa ia ser a de hoje.

Era por volta de 20h, eu e Maya já estávamos prontas, só terminando de retocar a maquiagem.
Jesus, eu estava nervosa.
Já tinha desistido de ir umas 7x mentalmente.
Eu não iria achar esse cara no meio de tanta gente, é óbvio que eu não iria acha-lo.
Mas pelo menos vale a diversão, nao é?
-Vamos?
-Vamos, vou chamar um uber. – peguei meu celular tremendo e chamei um carro para nos buscar.
Cerca de 20 minutos depois, chegamos ao pub, que tinha mesinhas, musica ao vivo, um barmen, bebidas, pessoas bonitas, etc.
-Está cheio, né?
-É. – disse eu, nervosa. – Vamos beber um pouco?
-‘Pouco’ é eufemismo né, amiga.
Rimos.
Fomos até o bar e ao sentar na banqueta e assim que o barmen se virou pra mim, eu o reconheci na hora.
Eu não poderia esquecer aquele olhar tão marcante.
-Você. – eu soltei, automaticamente, e ele ouviu -infelizmente!- e sorriu pra mim, assentindo.
-Queria uma cerveja, por favor. – disse minha amiga, sorrindo pro barmen, sem notar nada.
Eu também nao havia dito nada. Nao queria por falsas esperanças.
Antes que eu pudesse pedir minha bebida, ele se virou pra pegar a bebida de Maya e começou a preparar outra.
Ok né?
Me distraí olhando as pessoas em volta e senti algo gelado encostar no meu braço.
Quando olhei, era uma bebida rosa, linda demais na minha frente. E Maya já estava bebendo sua cerveja.
-Que isso? – franzi o cenho.
-Brinde da casa.
Ergui a sobrancelha, sorrindo.
Provei e tinha um gosto maravilhoso de morango, vodca e mais alguma coisa.
-Amelie. – eu levantei uma mão pra ele, cumprimentando-o.
-Jacob. – sorriu, dando um aperto forte em minha mão.
-Vamos dançar?- Maya me olhou, perguntando.
-Vamos!
Terminei minha bebida e fomos animadas pro meio da pista, dançar uma musica eletronica muito gostosa que estava tocando.
Tinham luzes piscando, e quando a mais clara piscava e eu olhava em direção ao bar, só via Jacob olhando na minha direção.
Jesus, eu não saio daqui senão pegar esse homem.
-Vamos ao banheiro?
-Estou morrendo de sede. Vou ao bar, te encontro lá, ta? – disse eu, querendo uma desculpa pra poder falar com o cara gato.
-Ta bem!
-Agua, por favor. – disse eu, ao me aproximar do barmen gato.
Ele me deu a água e eu perguntei:
-Voce só vai embora quando a festa acaba?
-Nao, meu turno acaba às 3 da manhã.
Ele disse e continuou me olhando. Eu senti que o proximo movimento era meu.
Olhei meu relógio.
-Então acho que preciso ficar aqui mais uma hora. – eu disse me debruçando completamente no balcão do bar e dizendo em seu ouvido.
-Com certeza. – disse Jacob, no meu ouvido também, e mordendo seu lábio inferior após eu me afastar do balcão.
Eu estava toda arrepiada.
-Eu moro no prédio em cima do Sol na Lua. – disse ele, me olhando, quando eu sentei na banqueta.
-Por isso então que você está lá quase toda semana, né? – ri.
Jacob riu, balançando a cabeça e me olhando.
Ele não respondeu.
Ficou bem óbvio o que ele queria dizer.
-Depois daqui voce vai pra casa?
-Vou. Eu gostaria de uma companha às 3 da manhã. – disse, me olhando.
Ele gosta de jogar, não é?
-Eu também. – disse eu, somente.
-Então voce me espera. – sorri, assentindo.
Vi Maya vir em minha direção e parti em disparada com ela de volta pra pista.
Dançamos até eu sentir meus pés apertados pelo sapato.
-Vamos pra casa? – disse Maya, quase as 3 da manhã.
-Eu vou sair daqui com um carinha. Voce volta de taxi?
-Volto, sem problemas. – disse, sorrindo e piscando um olho pra mim. – Boa sorte. E cuidado, ok?
-Beleza. Quando chegar, me deixa uma mensagem avisando.
-Se eu lembrar… – disse Maya, sorrindo e saindo do Pub.
Fui em direção ao bar e me sentei, mas era outro cara que estava ali, e nao Jacob.
Fiquei uns dez minutos esperando, e nada.
De repente, senti uma mão na minha costela e virei-me rapidamente.
-Quando um barmen diz pra voce espera-lo, significa esperar ele nos fundos. – falou, chegando mais perto de meu ouvido e beijando meu pescoço.
Sim; ele beijou meu pescoço.
-Eu sou nova nisso de barmen. – falei rindo.
-Eu também sou novo nisso de convite pra festa em cima da mesa, bebida de graça.. Vou te dar um desconto. Vem? – estendeu sua mão, pra que eu desse a minha.
Assim fiz, e saímos do PUB por trás.
Não aguentando me segurar, encostei Jacob na parede do prédio – as costas do PUB era pra um beco, não tinha nada ali, só algumas pessoas fumando no inicío da rua, pouco distante da gente -, levei minhas mãos até sua nuca e cheguei bem perto de seus lábios, provocando-o, demorando alguns segundos até delicadamente mordiscar seu lábio inferior.
Jacob começou um beijo lento, (sabe, aquele beijo excitante que voce beija, para, beija, para..), puxou minhas pernas pra sua cintura (me fazendo dar um salto), me virando e me colando na parede.
Prendi com força minhas pernas ao redor de sua cintura, dando a liberdade a ele pra passar as mãos em minhas coxas e bunda, cobertas por uma jeans preta skinny.
-Eu quero muito ver o que tem por baixo dessa jeans… – disse ele no meu ouvido, passando a mão de novo em mim.
-Só ver? – disse eu, beijando seu pescoço e mordiscando de leve aquela área.
-Apreciar, seria a palavra certa. – sorriu.

Abaixei minhas pernas, Jacob me deu a mão e fomos andando pro seu prédio.

Ao chegar em seu apartamento, era pequeno, mas muito confortável.
Ele acendeu uma luz que não era a principal, era uma luz azul que tinha nos rodapés de seu quarto, criando um clima muito agradável.
-Voce quer uma água, alguma coisa? – perguntou, quando eu tirei meus sapatos e deitei em sua cama.
-Voce, tá no menu?
-Eu posso checar pra voce, senhora. – falou ao se aproximar da cama, sorrindo de orelha a orelha, e me puxando pelos pés, até quase o fim do colchão.
Jacob subiu devagarzinho em cima de mim, tirou sua blusa, e enquanto ele desabotoava a minha, eu passei minha mão por seu abdome maravilhoso. Ele possuía uns ramos de flores tatuados em seu ombro/peito, era um desenho gigante, e muito sexy, combinava com seu tom de pele. Fiquei observando-o por uns minutos.
-Nunca fiquei com uma garota que me olhasse desse jeito. – falou, beijando meu pescoço e colo, depois de tirar minha blusa.
-De que jeito?
-Curioso.
Eu sorri, achando engraçado.
Inclinei um pouco minha cabeça para beija-lo e no foi nada como o primeiro beijo; ali tinha muito mais desejo, calor, fome.
Sem desgrudar nossos lábios, abri sua jeans, abaixei sua cueca e segurei seu membro, massageando-o.
Ouvi ele gemer baixinho.
-Eu nao vou segurar muito tempo.
-Por que tá segurando? – falei, sorrindo e tirando minha calça e calcinha de uma vez só.
-Meu Deus. – ele disse me olhando maravilhado. – Quando voce acha que nao pode ficar melhor..
Ri, puxando Jacob pra baixo e virando por cima dele, ficando em cima.
Coloquei-o logo dentro de mim e comecei a rebolar em cima dele.
Era uma sensação eletrizante.
Sabe quando você está morrendo de fome e come exatamente o que voce queria?
Quando voce quer tomar um banho relaxante e sente a água quente descendo por voce?
Quando está morrendo de sede e bebe uma água gelada na medida certa?
Essa era a sensação.
Ele entrou em mim e meu corpo se mexia automaticamente, aumentando nosso prazer.
-Voce nao tem ideia de quantas vezes eu pensei nisso. – disse Jacob sentando um pouco, me deixando ainda em cima dele, beijando meus ombros e pescoço, logo após.
-Só sente. – falei, aumentando a intensidade de meus movimentos.

-Puta que pariu, Amelie.

Acordei no dia seguinte e não senti ninguém ao meu lado; mas um barulho de água corrente.
Olhei ao redor um tanto envergonhada pelo que tinha acontecido noite passada.
Levantei-me de fininho, recolhi minha roupa, me vesti.
Só que antes de chegar a porta de saída, passei pela cozinha, e lá vi uma caixa de salgadinhos aberta.
Estavam quentinhos.
Peguei umas bolinhas de queijo e comecei a comer, muito rápido.
Eu só queria dar o fora dali o mais rapido possível.
Ouvi passos atrás de mim, mas já era tarde demais, nao dava mais tempo de correr.
-Voce nao precisa assaltar minha comida, Amelie. – disse Jacob em tom risonho. – Fique pra tomar café da manhã.
Me virei e me deparei com ele só de toalha amarrada na cintura, cabelo molhado. Goticulas de agua ainda escorriam pelo seu abdome.
Ficava dificil -pra caralho- mesmo ir embora assim.
Cheguei perto dele, rindo e dei um beijinho. Mas aquele beijo encadeou outra sensação.
Jacob começou a tirar minha blusa, puxei a toalha de sua cintura e me ajoelhei.

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