A Aposta – 11

Eu estava p* da vida. 
Estava almoçando com Gabriela e suas amiguinhas. Sim, elas eram legais, nada contra. Até porque estava conhecendo-as ali, naquele momento. Mas o problema todo, era a própria Gabriela. 
As amigas dela conversando comigo, numa boa, e ela vidrada no garçom do restaurante. Ele realmente parecia mais novo, e era até bonito e estava dando mole pra ela, também. Eu percebia as olhadas de AMBOS. 
Aquilo estava acabando comigo. As garotas pelo menos eram bem tapadas, e continuavam conversando entre si, e comigo, como se nada estivesse acontecendo.
Conclusão, eram 14h e pouca quando começaram a ir embora. Não precisei nem fingir que estava passando mal, como Gabriela pediu, porque elas desmarcam os estudos dizendo que tinham compromisso. 
-Bom, já que você se livrou delas já, eu to indo pra casa também, ok? 
-Como assim ta indo pra casa? –Gabriela franziu o cenho. 
-Eu preciso estudar e tenho trabalhos pra fazer. Quer que eu te deixe em casa? 
-Não, eu.. Eu vou ligar pra Tay pra a gente sair um pouco. Tudo bem.
-Ótimo. 
Peguei minha jaqueta, me levantei e saí dali, antes que eu me aborrecesse feio com Gabriela. E ainda tinha essa droga de jantar mais tarde.
Assim que entrei no carro e estava voltando, recebi uma mensagem dela. 
´´Está tudo bem? Te achei estranho. Espero não ter tomado seu tempo com esse almoço. xx´´ 
Eu estava puto mesmo. Nós não temos nada sério, certo. Mas se éramos pra fingir NAMORADOS na frente dos OUTROS, como que ela deixa um cara dar em cima dela, descaradamente? 
Pera aí, ne. 
´´Tomado meu tempo? Imagina. Acho que tomou foi o tempo daquele garçom, não é mesmo?´´ 
Estava já chegando em casa, quando ela começou a me ligar. 
-Oi? –mantive meu tom sério. 
-Que diabos foi isso? 
-Isso o que? 
-Ciúmes agora? 
-Gabriela eu não tenho NADA sério com você, como você mesma disse. Sem emoções. Mas nem fingir, você tá sabendo. Como a gente diz ser NAMORADOS com você dando em cima de um GARÇOM do meu lado? Bem complicado isso, ein? –Ela riu um pouco, irônica depois que eu disse.
-Você só pode estar brincando, Noah…. 
-Eu preciso desligar, estou dirigindo. 
Desliguei o celular, coloquei o carro na garagem e subi logo pro meu apartamento. Ela era mais nova, mas ela era madura. E responsável. Ela sabia o que estava fazendo. 
Ou ao menos, deveria. 
Passei o resto da tarde terminando meus trabalhos, e apesar de não conseguir tirar Gabriela da mente, adiantei muita coisa. Ou melhor, consegui né.
Estava escurecendo, quando ela voltou a me ligar. 
-Fala. –Eu disse suspirando, quando tinha acabado de deitar no sofá. 
-Ainda ta bravo? –Ela disse em uma voz meio… cuidadosa. 
-Não estava bravo, e não estou. 
-Ih… 
-Fala, Gabi. Fala. –Suspirei, de novo. 
-Você vai poder ainda ir no jantar? 
-Claro, ué. Por que? 
-Poderia aparecer agora? Meu pai apareceu aqui AGORA e ele e minha mãe não vão se aguentar por muito tempo até esse jantar começar. 
-Certo. 
-Ótimo. Te vejo daqui a pouco. 
Desliguei, tomei um banho bem rápido, vesti minha jeans escura e uma camisa polo azul marinho. 
Um vans preto, e estava muito bom. 
Cheguei na casa deles bem antes das 19h, mas foi um senhor que me atendeu. 
-Você deve ser o Noah, certo? –Assenti –Sou Albert. Albert Collins. 
-Olá sr.Collins. Prazer –Estendi minha mão e ele cumprimentou com um sorriso. 
-Entre, fique a vontade rapaz.
-Obrigado. 
-ELE JÁ DESCE.. 

Gabriela descia as escadas fantástica. Usava um vestido preto, era simples, mas definia aquelas suas curvas tão bem…. que garota, ein? 

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