A Aposta – 13

-Assim, como se estivesse aqui por mais do que obrigação. 
-E não estou?
-Se você tivesse dito ´não´ eu aceitaria. Simplesmente. 
-Olha, Gabriela.. –Suspirei, me aproximando –Esse não é o momento determinado pra a gente conversar sobre isso, mas eu tenho que lhe contar umas coisas. Eu só em apaixonei UMA vez, e foi pra nunca mais. Mas eu não posso negar que tenho sentimentos com você. Nós somos namorados pra todo mundo, mas entre a gente, alias, pelo menos pra mim, existe algo, sabe? Eu não sei te dizer, mas eu só.. eu não quero sair machucado dessa história. Certo? Mesmo a gente fingindo que ta namorando, eu acho que você não se sentiria confortável se me visse devorando com os olhos outra mulher, não é mesmo? 
Parei de falar, e fiquei olhando pra ela. Gabriela assentiu, e depois de suspirar, disse olhando em meus olhos: 
-Você tem razão. Noah, eu nunca tive um namorado de verdade. Eu nunca tive um cara com quem eu pudesse desabafar de verdade, contar coisas que eu não costumo contar pra todo mundo, eu nunca fui uma pessoa sociável, você me entende? Eu sei que está fazendo isso pra me ajudar, e meus pais não acabarem com minha raça, mas.. Você precisa me ajudar. Me ajude a me moldar da forma que você quer.
-O negócio não é a forma que eu quero que você seja, Gabriela. É quem você é. Eu gosto de você por isso. 
-Eu sei. Mas eu ainda estou me acostumando com isso. –Nós rimos um pouco.
-Então… Aproveitando o momento romântico, eu preciso lhe contar algo. 
-O que? 
-Nós vamos ter que acampar.
Ela começou a rir. Rir de gargalhar mesmo.
-Eu estou falando sério, Gabriela. 
-Acampar como? Onde? Pra que? 
-Acampar, barraca e tal. Na frente do clube. Ou no clube, porque eu sou sócio então eles deixam eu entrar, é. Porque venderam uma quantidade maior de ingressos do que pode suportar. Então, os que conseguirem entrar, ótimo. Quando chegar no limite, adeus pro resto.
-DEUS. Pra que tudo isso? Qual o problema mental do The Maine? 
-Arrecadar mais dinheiro. Porque é um show beneficente, essas coisas, sabe? 
-SEI. Mas como que vamos acampar, Noah? 
-Já que eu nao vou mesmo pra facul hoje.. A gente dorme de hoje pra amanha, amanha você vai pra escola, eu fico o dia todo na fila, você volta, fica na fila, eu durmo um pouco, depois nós ficamos, e garantimos nosso lugar. 
-Você acha mesmo que meus pais vão deixar eu acampar? –Ela gargalhou de novo –Ah, ta. 
-Então… Seus pais vão embora daqui a pouco, certo? –Assentiu – Pega algumas coisas..e vamos. 
-É, é uma boa ideia. Vou avisar a ele, então. 
-Certo. Eu preciso ir pra casa separar as coisas.
-Tudo bem. Eu peço pra ele me deixar logo no lugar. Mas você sabe que já vai ter gente lá, acampando, não sabe? 
-Sei. Mas não vai ser tanta gente assim, relaxa.

-Eu espero, Noah Puckerman. Eu espero. 

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