A Aposta – FIM

Gabriela 1 semana.

Havia passado uma semana inteirinha desde quando eu dei a dolorosa noticia pra Noah. Meu irmão já sabia desde quando voltei da Flórida, e minha mãe também já sabia desde quando eu estava com ela.

Eu passei o tempo inteiro que Noah não me procurou, não falou mais nada, arrumando minhas coisas. Eu estava decidida: iria voltar pra Flórida. Voltar pra de onde eu não deveria ter saído, há uma semana atrás.

Eu estava confusa, não sabia o que fazer. Eu abortaria essa criança, mas eu não tenho coragem o suficiente.

Eu criaria a criança, mas com que condições? Ainda estudo e sem um pai.. não há jeito.

É, eu realmente não sabia o que fazer.

-Você vai mesmo, hoje? –Eduard disse entrando em meu quarto, enquanto eu conferia minhas malas.

-Sim. –Limpei meu rosto, as lágrimas que insistiam cair. –Eu vou.

-Certo. está tudo pronto, já?

-Nem sinal dele, não é?

Eduard abaixou a cabeça, negando.

Como ele pode, depois de tanto, fingir que nem me conhecia mais? Nem lembrava mais de mim?

-Deixa que eu coloco isso no carro. –Ed pegou minhas malas e saiu do quarto.

Fiquei olhando por um momento em volta, apenas guardando as boas lembranças daqui.
Mas tudo o que eu tinha aqui, já estava acabado. Agora, era uma nova vida.

Minha e do bebê.

Eduard me levou até o aeroporto, e como sempre –parecia que eu atraía essas coisas, juro! –meu vôo estava atrasado.

Estava sentada, agarrada a meu casaco, apenas olhando as pessoas em volta e tentando segurar muitas lágrimas, porque algumas ainda insistiam em cair.

Quando ouço, a funcionária do aeroporto (aquela que informa horário do vôo, e essas coisas no auto falante) falar:

´´Senhorita Gabriela, a garotinha, pirralha. Quer se casar com Noah Puckerman? ´´

Olhei de cenho franzido pra Eduard que estava se sentado ao meu lado, e ele apenas sorriu, indicando com a cabeça pra trás. Levantei-me no automático, e vi Noah, mais lindo do que nunca, vindo na minha direção.

Ele usava uma jeans clara, um tênis branquinho e uma jaqueta preta.

Na mão, ele vinha com uma plaquinha:

´´Futura Mrs. Puckerman. ´´ e vinha sorrindo.

-Eu passei tanto tempo longe de você.. –Ele disse ao se aproximar. –Passei tanto tempo pensando em você, pensando na gente, e pensando no nosso filho. –Noah massageou minha barriga, emocionado –Eu precisava de um tempo, por mais longo que fosse.. E doloroso. Eu precisava pensar no que fazer e em como fazer isso a partir de hoje em diante. E pensar nisso me trouxe até esse aeroporto. Te pedindo em casamento, sem aliança, sem uma igreja já pronta, sem convites.. Só com isso.
Ele tirou do bolso, dois sapatinhos de bebe, de lã.
Eu comecei a chorar e o abracei forte, repetindo várias vezes ´´eu te amo tanto´´.

-Eu pensei que você.. Pensei que você tivesse me esquecido. Pensei que nunca faria isso tudo… eu..

-SShh. –Ele me calou com o indicador. –Eu nunca faria isso com o meu molequinho. –Ele disse me abraçando e me beijando –Você sabe, eu quero um garotinho.

-Não se preocupe com isso tudo. O melhor você conseguiu fazer.

-E o que foi? –Ele se afastou, ainda segurando em minha cintura.

-Trazer de volta o Noah que eu me apaixonei completamente, desde aquele dia do bar, daquelas conversas fúteis, aquelas risadas.. O Noah que eu amo.

-Então você está com sorte, porque ele voltou com um novo companheiro agora.

Noah, tirou suas mãos de minha cintura, beijando minha barriga, e sorrindo.

-E então, você aceita meu pedido que teve uma colaboração especial pela locutora do aeroporto?

-Só se você me pagar um sanduíche bem grande agora. –Eu disse rindo e o beijando novamente.

-Eu pago o Mc Donald’s inteiro pra você, gorda.

-Mais respeito aqui, ok, Puckerman? Agora eu como por dois. –Ele gargalhou, me abraçando
novamente.

-Eu sei, amor.

-Como vai ser agora? Eu vou desarrumar minhas malas, voltar pra casa e..

-Não. Você não estava indo pra Flórida? Vamos pra Flórida, ué.

E eu sorri ao lembrar do que minha mãe disse, ´´Quem sabe mais tarde vocês não voltam, pra cá, juntos? ´´

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