A Estagiária – final

-EU TO CANSADO PRA CARALHO DAS PESSOAS DIZENDO O QUE EU DEVO OU NAO FAZER! – Gritou, se afastando. – PORRA! EU NAO AGUENTO MAIS, PORRA! É VOCE, SAO MEUS PAIS.. EU CANSEI, HANNA! CANSEI! EU QUERO FAZER A MERDA QUE EU QUISER DE HOJE EM DIANTE, VOCE TÁ ME ENTENDENDO? E EU VOU FAZER!
-Eu nao to dizendo nesse sentido, Thomas. – suspirei. – voce é meu chefe. É antiético. Nao podemos. 
-Eu vou me demitir, entao. 
-Voce ficou louco? – eu ri. Ele realmente estava fora de si. 
-Nao faço o que eu quero mesmo. – disse, baixinho, se sentando de novo. – Se eu nao consigo fazer o que quero, pelo menos quero ter a garota que eu quero. Suas palavras estavam começando a mexer de verdade comigo. Continuei olhando-o, sem dizer nada. 
-Eu fico reparando voce o dia todo, o tempo todo. Eu quero que chegue segunda-feira, só pra eu poder estar com voce. Só pra eu poder te ver. Tem noção do quanto isso é louco? Por favor, nao finja que nao sabe que rola algo entre a gente. E pode rolar muito mais.. 
-Voce está bebado. Pare de falar essas coisas. –sentei-me ao seu lado.
-Isso é mais ridiculo ainda! Eu precisei ficar desse jeito pra poder falar essas coisas com voce! Que tao sempre engasgadas na minha garganta, ta me entendendo? Só desse jeito, Hanna. 
-Amanhã voce nao vai mais estar bebado. E aí voce vai ter noção do que está dizendo hoje. A realidade vai cair sob voce essas suas palavras, Thomas. E vai doer.. 
-Nao vai doer mais do que já doi ao acordar sozinho todos os dias, numa cama de casal, e ficar imaginando como voce ficaria linda ao meu lado, ali, deitada, comigo. – ele foi dizendo pausadamente e se aproximando, pra me beijar.
E quando o fez, eu deixei. 
Mesmo que ele fosse se arrepender amanha de manha.
Mesmo que eu fosse me arrepender amanha de manha. 
Eu só deixei. 
Nos beijamos apaixonadamente, com tanto desejo, que meu corpo pareceu entrar em chamas. Comecei a tirar seu paletó, e ele a tirar minha blusa. 
Em segundos estavamos só de roupas intimas. E seu corpo era melhor que em minhas fantasias.. 
-Eu fiquei tanto tempo imaginando como seu corpo seria.. – ele dizia, passando a mão em meu corpo, enquanto estávamos deitados no chão e ele em cima de mim. – suas curvas.. Seu cheiro.. – beijou meu pescoço e começou a descer por meus peitos, barriga, até chegar em minha cintura e começar a tirar minha calcinha. 
Tirei meu sutiã enquanto ele o fazia, e comecei a beijar seu pescoço, seu rosto, provocando-o. 
-Eu te quero tanto, Hanna.. – sussurrou, segundos antes de tirar sua cueca e se encaixar em cima de mim. 
Ele me lançou um olhar como se pedindo permissão, e assim que me viu assentir com a cabeça, entrou em mim devagarzinho, fazendo-me suspirar. 
-Eu já imaginei tanto esse momento. – deixei escapar de meus lábios. 
-Eu também. – ele sorriu, beijando-me. 
Deixei-me levar no fluxo de seus movimentos sensuais em cima de mim, e quando dei por mim, ambos estávamos ofegantes, ainda em cima um do outro. 
-Acabou? – eu perguntei, rindo.
-Nao. Voce?
-Nao. 
-Quer continuar?
-Com certeza. – respondi, sorrindo e virando-o, ficando por cima agora. 
Nunca em mil anos adivinharia que meu dia acabaria dessa forma. 
Acordei meio letárgica e com medo de ontem ter sido só mais de um de meus sonhos. 
Porém, ao ver aquele homem maravilhoso, um pouco descabelado, deitado ao meu lado, me abraçando ainda.. Suspirei, satisfeita. 
-Hum. – ele murmurou quando sentiu eu me virar na cama, pro seu lado. 
-Bom dia. 
-Oi. – Thomas abriu os olhos devagarzinho, já pondo um sorriso em seus lábios. 
-Nao se arrepende? – perguntei logo. Era melhor tirar o band-aid bem rápido pra que doesse menos depois. 
-Nem um pouco. 
Thomas veio pra cima de mim, me beijando e sorrindo.
Fazer algo tão inapropriado nunca me fez sentir tão certa do que eu queria. 

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