Nosso ritmo – 29

-EU QUIS ME ENTREGAR! -Ele se agarrou em uma pilastra e se levantou agora, vindo em minha direção – EU IA ME ENTREGAR! ELES NAO DEIXARAM STELLA, ELES NAO ME DEIXARAM!
-ENTAO POR QUE VOCE NAO ME CONTOU? -Soquei novamente seu rosto, mas dessa vez, pegou em seu nariz e começou a sangrar seu rosto inteiro. -EU QUERO VER CADA GOTA DE SANGUE DO SEU CORPO SAIR, CADA GOTA.
-NAO FAÇA ISSO, PELO AMOR DE DEUS!-Ele ainda estava de pé, cambaleando -EU-EU NAO CONSEGUI FALAR COM VOCE, EU NEM TE CONHECIA, CARA..
-Você teria falado comigo. Você teria me achado. Se voce quisesse.
-VOCE ACHA QUE EU QUERIA SER PRESO POR ALGO QUE EU NAO FIZ DE PROPOSITO? TU ACHA QUE EU SOU OTÁRIO, GAROTA?Drake veio pra cima de mim, segurar meus braços, mas na hora joguei ele em cima do balcão do barmen e comecei a socar sua cara, e na hora que ele segurou de novo meus braços, dei uma joelhada entre suas pernas.
-VOCE É, NAO SÓ OTÁRIO, COMO UM CANALHA! ATÉ O CAPETA DEVE TER INVEJA DE VOCE, DE TÃO MAL CARÁTER E SÍNICO QUE VOCE É, SEU BANDIDO!As pessoas já tinham feito uma roda em nossa volta, gritando. Mas ninguém se atreveu a encostar em mim.
-E COMO VOCE FOI CAPAZ? VOCE AINDA FOI JOGAR CHARME PRA MINHA MELHOR AMIGA! A MINHA MELHOR AMIGA! -Comecei a jogar todas as garrafas de bebidas em sua cabeça, e ele gritava de dor. O alcool devia estar entrando em todas as feridas que fiz em seu rosto.
-E voce achou o que garotinha? -Ele disse baixinho, nem se aguentava em pé, direito. -Que depois de um acidente idiota, com pessoas que nem eram da minha familia, eu deixaria de viver?
-É o que vai acontecer agora. Eu vou fazer da sua vida um inferno, Drake.
Ele correu pro centro da roda que havia se formado e eu fui atrás dele, jogando-o no chão com uma rasteira, e voltando a socar sua cara. Se eu ainda tivesse com meu pedaço de maçaneta na mão, teria feito um lindo desenho com ela na cara dele.
-Você vai morrer! MORRER.
Drake começava a fechar os olhos, mas eu nao me importava, eu iria tortura-lo até aquela raiva passar. Se é que ela iria.Mas antes que eu pudesse continuar, senti alguém agarrar minha cintura e sem olhar quem era, dei uma cotovelada em seu nariz e voltei pra cima de Drake.
Foi quando alguém bateu com algo na minha cabeça e eu vi tudo preto em minha frente antes de uma extrema dormencia cair sobre meu corpo e eu apagar.

Uma tremenda dor de cabeça começava a se espalhar pelo meu cérebro. Abri os olhos aos poucos e pude ver apenas uma janela, e em volta, aquele quarto não tinha nada familiar.
Onde diabos eu vim parar?
Fui tentar me sentar, mas eu estava mais fraca do que pensei e meus braços falharam. Quando notei que não estava sozinha naquele cômodo. Austin, que estava sentado em uma cadeira ao meu lado, me ajudou a sentar.
-Está melhor? –Ele perguntou baixinho.
Logo depois que eu sentei, olhei bem pro seu rosto e seu nariz escorria sangue ainda.
-Ai meu Deus.. –Choraminguei –Me perdoa..
-Está tudo bem. –Austin riu –Você tem uma boa defesa ein? Se não fosse eu e os caras, você teria matado aquele babaca.
-Era o que eu queria fazer. Falando nisso.. que que aconteceu? Onde estamos?
-Depois da garrafada que eu tive que te dar, se não você não ia soltar Drake, eu te coloquei no carro e comecei a rodar por Boca Raton, num lugar onde a gente podia ficar um pouco sossegado, só um pouco. Daí Jane me ligou, e me disse dessa casa da tia dela que ela aluga, vez ou outra, e que nós podíamos ficar aqui um pouco.

-Jane? Jesus, Jane.. Onde ela está? 

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