Nosso ritmo – 28

-DOBRA SUA LINGUA PRA FALAR DA MINHA NAMORADA, GAROTA -Ele veio pra cima de mim que nem um corno (ahn, touro, né?)  defendendo a boiada.
-EU VOU FALAR DELA O QUANTO EU QUISER! -Na hora, segurei seu braço, dobrando-o pra trás, e Dylan começou a gritar. -ESSA DOR QUE VOCE SENTIU, NO ACIDENTE DA SUA QUERIDINHA, NAO CHEGA NEM UM TERÇO DA DOR QUE EU SENTI QUANDO EU PERDI AS DUAS PESSOAS QUE MAIS ME AMARAM NA VIDA! 
-NAO FOI CULPA MINHA, NAO FOI! -Ele continuava a gritar.
-NAO? ENTÃO POR QUE VOCE NAO ME CONTOU? -Soltei-o, jogando do outro lado da sala- PORQUE VOCE SIMPLESMENTE NAO ENTREGOU SEU AMIGUINHO NOJENTO A POLICIA? AH, CLARO, VOCE TEM UM NOME A ZELAR. Só que esse nome a partir de hoje em diante, nao existirá mais.
-STELLA, VOCE NAO VAI FAZER NADA QUE POSSA PREJUDICAR A SI MESMA! -Trayce se pronunciou, se aproximando de mim e quase segurando meu braço.
-ENCOSTA EM MIM QUE VOCE VAI ENGOLIR ESSA MAÇANETA! -Levantei de novo a mão com a maçaneta e ela se afastou, rapidamente -MAIS PREJUDICADA DO QUE MINHA VIDA JÁ FOI, NAO TEM COMO SER! E QUEM É VOCE PRA SE IMPORTAR COMIGO? 
-EU CUIDEI DE VOCE, TODOS ESSES ANOS, SUA INGRATA.. 
-INGRATA? -Eu soltei uma risada exagerada -AH, AGORA EU SOU INGRATA? VOCE ESCONDE QUEM MATOU OS MEUS PAIS NUM ACIDENTE DE CARRO , DURANTE ANOS, E AINDA TEM CORAGEM DE ME JUNTAR AO CUMPLICE DO ACIDENTE? COMO VOCE FAZ ISSO COMIGO, TRAYCE?
-EU JÁ FALEI QUE ELA NAO TEM CULPA, STELLA! -Dylan gritou novamente.Eu vou estourar as bolas desse garoto, nao aguentava mais ouvir sua voz irritante. Ainda mais em apelo. Eu odeio apelos. 
-QUEM É VOCE PRA FALAR DE CULPA, SEU MERDA? E Se você falar mais alguma coisa em defesa dela, eu vou matar voce, Dylan. Eu nao estou brincando. 
-Stella, se acalma, você está descontrolad…
-VOCE AINDA NAO ME VIU DESCONTROLADA, TRAYCE -Soltei uma outra gargalhada -EU SOU MALUCA, EU VOU PRESA,MAS EU NAO DEIXO VOCES LIVRE DESSA. EU NAO DEIXO!
-Stella, amiga, voce sabe muito bem a quem deve essas palavras. Agora voce sabe. -Jane saiu do quarto, aos pouquinhos, até ela tava com medo de mim, coitada.
-Voce tem razao, Jane. Voce tem razao. A voces -Olhei pros dois, Dylan ainda tremia e eu comecei a ver lágrimas no rosto de Trayce -Eu desejo o inferno mais cruel e brutal possível. Porque é lá que vocês chamarão de casa futuramente. 
Joguei a maçaneta no chão -sou maluca mas nao quero ser presa no meio da rua, né -limpei meu rosto porque algumas lágrimas ainda insistiam em cair-, mas eu nao ia chorar.Eu tenho que ser forte, e dar a esses lixos tudo o que fizeram comigo durante esses 3 anos. E fui logo pro lugar onde sem dúvidas, eu encontraria o Drake. 

O bar estava da forma que eu esperava: lotado, ainda mais que já havia escurecido e o movimento dali aumentava cada minuto. 
Mas sem problemas. 
Entrei na maior calma e a cada passo, eu respirava fundo, recuperando mais e mais minhas forças. 
Quando eu o vi, de costas, sentado no banquinho em frente ao barmen e com a maldita garrafa de cerveja na mão.
Cheguei atrás dele e cutuquei seu ombro. Drake virou, e abriu um sorriso enorme pra mim. 
-Olha quem resolveu aparecer.. Famosa Stella! -Ele disse alto, em uma voz já alterada.
Melhor pra mim. Quanto mais bebado, mais porrada ele vai tomar. 
-Eu não deixaria de lhe fazer uma visita em uma noite tão especial pra mim, né, Drake. -Eu disse sorrindo e colocando as mãos na cintura.
-É, é? E o que estamos comemorando? 
-A prisão do maior bandido, maior canalha, desse mundo. -Drake franziu o cenho, e ele tentava mesmo me enxergar melhor, já que a luz estava meio fraca ali. -Ou melhor, o assassino dos meus pais.
Só deu tempo dele arregalar os olhos e ficar mais branco do que um palmito. Eu só nao sei o quão branco ele ficou porque assim que o fez, eu dei um tremendo soco de direita em seu rosto. Drake na hora, caiu pro lado, e no chão, mas foi se arrastando pra trás e eu fui atrás dele, chutando-o.

-VOCE ACHOU MESMO QUE IA SAIR DESSA, SEU CANALHA?

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