Resenha: Atestado de óbito

Oi, gente, tudo bem?! Quem ama um romance com investigação, continua lendo esse post que é sucesso, prometo.

Hoje trouxe para vocês uma resenha de um dos livros que mais gostei de ler, durante essa quarentena.

Sinopse


Recém-divorciada e viciada em antidepressivos, Jenny Cooper começa aos tropeços em seu novo emprego como investigadora forense. Em seu primeiro caso, ela se depara com a morte de adolescentes em centros de detenção juvenis, que aparentemente não estão relacionados mas que despertam suspeitas em Jenny. A morte de seu antecessor é mais um elemento estranho na história, fazendo com que ela mergulhe ainda mais fundo nas investigações.

Romance policial


O livro tem mais de 400 páginas e não vou mentir: o início foi chato, foi difícil e demorou um pouco a eu me sentir viciada e querendo realmente chegar ao fim da trama.

Mas, de fato, a história conta com elementos interessantes: conforme Jenny é contratada para assumir o cargo de um refém falecido (que as causas da morte também são estranhas) investigador forense, ela assume logo os últimos inquéritos que o antigo investigador estava conduzindo: a morte de uma jovem que supostamente tenha sido overdose e, posteriormente, a morte de outro jovem (homem) que, supostamente, tenha sido suicídio. O leitor fica curioso conforme a autora mostra certas anormalidades e inconclusos a respeito desses inquéritos: o que mais deixa a nova investigadora forense com uma pulga atrás da orelha é: por que é que o antigo investigador havia dado como encerrado os inquéritos sendo que havia questões para serem levantadas ainda a respeito dessas mortes?!

Desde o início pode se perceber traços fortes na personalidade de Jenny: problemas com a autoestima, com o ex marido que encontrasse na posse de seu filho ( que é um adolescente que não sabe muito bem o que fará com seu futuro), problemas no trabalho (Jenny era uma advogada, já trabalhava na área criminal, mas foi chamada para assumir o cargo do então falecido investigador da cidade pequena), e além disso tudo, ela também sofria de problemas como ansiedade, depressão, e vive se automedicando durante o livro todo, levando até mesmo o leitor a pensar que aquilo poderia trazer graves consequencias para a personagem no enredo. Porém, indo em contramão as expectativas, o clímax da história acontece por problemas com drogas de fato envolvendo a investigadora, mas não porque ela estava em posse destas.

Critica

Com capítulos longos, personagens um pouco ofuscados pelo autor (ele decidiu desenvolver e focar apenas na personagem principal do livro), a trama fica envolvente do meio para o final do livro. Quando cheguei na página 200, demorou menos de 3 dias para que eu finalizasse o livro, de tão curiosa que fiquei.

A obra está na categoria “romance policial”, mas na minha opinião, de forma errônea, já que o romance é cerca de 10% do livro somente. Acredito que o autor apenas colocou esse lado na história para que pudesse desviar a atenção do autor, ou até mesmo suavizar a trama, vez ou outra. Mas se você está esperando um romance junto com a investigação, não compre essa ideia nesse livro. Nao é sobre isso.

Duas coisas que ficaram bastante marcadas para mim foram: a questão da importância da preservação da saúde mental – com acompanhamento médico- e o quanto ela pode interferir nas nossas vidas e trabalhos (além do quanto traumas do passado podem ser fatores fundamentais no nosso desenvolvimento).

Jenny, ao longo do livro, é bem relapsa nesse quesito: toma remédios sem indicação, decide abandonar o psicólogo que estava a ajudando, e acaba percebendo que se ela continuasse daquela forma iria ser um caminho sem volta, e ladeira abaixo, então, já no final do livro, volta às suas sessões e terapia.

O livro é incrível, muito bem escrito (confesso que em alguns momentos fiquei um pouco perdida por conta de cargos da área judicial que são citados e eu ainda não entendo muito bem a hierarquia deles), mas fiz umas pesquisas depois de ler o livro e descobri que foi escrito por um ex advogado criminalista (MR. HALL), o que justifica o tamanho conhecimento e exploração do assunto na trama.

De 0 a 10, 9.

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