Resenha: Lolita

Sinopse:

Polêmico, irônico e tocante, este romance narra o amor obsessivo de Humbert Humbert, um cínico intelectual de meia-idade, por Dolores Haze, Lolita, 12 anos, uma ninfeta que inflama suas loucuras e seus desejos mais agudos. Através da voz de Humbert Humbert, o leitor nunca sabe ao certo quem é a caça, quem é o caçador.

Crítica

Lolita é um clássico polêmico.

Vocês perceberão que não tenho muito o que falar sobre esse livro, porque ao mesmo tempo em que me deixou com um certo desgosto, me deixou curiosa.

É um livro longo, com uma escrita difícil de se compreender de primeira (tive a sensação de que tudo é dito nas entrelinhas), e personagens curiosos. É escrito na perspectiva de Humbert, que tem vários devaneios mentais (começando pelo fato de adorar se relacionar com crianças, né) e conta muito sobre as viagens que ele faz, a procura de novas “namoradas”.

O interessante do livro, é que sempre que eu ouvia falar sobre ele, eu imaginava Humbert como um vilão perigoso e Dolores como uma garotinha indefesa. Mas não é muito bem por aí que rola a trama: A mãe de Dolores não suporta a garota, ela é bem mal criada e respondona, e, definitivamente, “a frente” do seu tempo. Mas o livro não explora o passado de Dolores para que o leitor possa compreender mais sobre a criança.

Ao mesmo tempo em que Humbert abusa da garota de 12 anos, que mais pro final do livro se torna sua “esposa”, ela joga com ele o tempo todo, chegando até mesmo a abandona-lo no final da trama.

É um livro interessante e importante de ser debatido, não devendo nunca virar um tabu.

De 0 a 10, 6.

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