Resenha: O ódio que você semeia

Oi, gente, tudo bem?! Hoje venho trazer para vocês a resenha desse livro incrível de tirar o fôlego, vamos lá?!

Sinopse:

Um livro contra o racismo em tempos tão cruéis e extremos Starr aprendeu com os pais, ainda muito nova, como uma pessoa negra deve se comportar na frente de um policial. Não faça movimentos bruscos. Deixe sempre as mãos à mostra. Só fale quando te perguntarem algo. Seja obediente. Quando ela e seu amigo, Khalil, são parados por uma viatura, tudo o que Starr espera é que Khalil também conheça essas regras. Um movimento errado, uma suposição e os tiros disparam. De repente o amigo de infância da garota está no chão, coberto de sangue. Morto. Em luto, indignada com a injustiça tão explícita que presenciou e vivendo em duas realidades tão distintas (durante o dia, estuda numa escola cara, com colegas brancos e muito ricos – no fim da aula, volta para seu bairro, periférico e negro, um gueto dominado pelas gangues e oprimido pela polícia), Starr precisa descobrir a sua voz. Precisa decidir o que fazer com o triste poder que recebeu ao ser a única testemunha de um crime que pode ter um desfecho tão injusto como seu início. Acima de tudo Starr precisa fazer a coisa certa. Angie Thomas, numa narrativa muito dinâmica, divertida, mas ainda assim, direta e firme, fala de racismo de uma forma nova para jovens leitores. Este é um livro que não se pode ignorar.

Crítica

“Um livro que não se pode ignorar” é a definição perfeita para O ódio que você semeia. Um ensaio perfeito sobre como é ser negro em um país com tamanha violência policial e racismo.

Starr é uma personagem forte, destemida, que vive em dois mundos: o da sua casa, com sua família e entes queridos, e o da sua escola: o ambiente de brancos ricos e esnobes. Durante o livro essa cita a diferença entre esses dois mundos, como ela faz para se dividir entre eles, e é libertador ver que no final, ela se desprende disso e decide ser ela mesma em qualquer lugar. É muita coragem, honestidade.

Eu li o livro em inglês, e é incrível como é tão real – a forma que a autora escreve o diálogo entre personagens, as gírias, você lê e você é capaz de imaginar 100% daquele diálogo na sua mente, como se fosse real mesmo. É um livro curto até – 4337 páginas- e que me fez ter vontade de lê-lo pra sempre. Os capitulos são um pouco maiores que o normal, mas ilustram absolutamente tudo. O sentimento dos personagens, a questão do racismo embutida até mesmo na fala de amigos próximos que muitas vezes não notamos, ou não achamos que ofendeu (ou ofenderia) alguém… esse livro é real de uma forma ensurdecedora.

Achei o final um pouco “menor” do que eu esperava, porque eu queria que tivesse sido feito uma grande revolução ali, mas eu imagino que a autora não quis criar algo utópico demais para fechar a história.

De 0 a 10, 10. Um livro que não se pode ignorar.

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