Resenha: Precisamos falar sobre Kevin

Oi, gente, tudo bem?!

Hoje venho fazer essa resenha pra vocês – já meio atrasada-, mas certos livros eu preciso de um tempo para digeri-los antes de vir trazer minhas impressões pra vocês. Acho que estou preparada para falar sobre Kevin.

Vamos lá?!

Sinopse:

Lionel Shriver realiza uma espécie de genealogia do assassínio ao criar na ficção uma chacina similar a tantas provocadas por jovens em escolas americanas. Aos 15 anos, o personagem Kevin mata 11 pessoas, entre colegas no colégio e familiares. Enquanto ele cumpre pena, a mãe Eva amarga a monstruosidade do filho.

Crítica

Eu já tinha lido livros sobre sociopatas, aé mesmo crianças (Menina Má), mas esse livro me surpreendeu muito. Primeiro porque é inteiro contado pela mãe de Kevin, Eva.

Dá uma perspectiva diferente para o leitor, saber sobre o assassino pela perspectiva de sua mãe. É através de cartas para o marido (o pai de Kevin) que Eva conta toda sua história.

Eva se mostra -na minha opinião- bastante dependente de Franklin (o pai de Kevin), desde cedo, antes do garoto nascer. Ela baseia bastante suas emoções no rapaz: até mesmo sobre o desejo de ter filhos ou não.

No momento em que ela finalmente aceita ter um bebê (ela se mostrava relutante antes), Eva engravida e passa por maus bocados na gravidez: se sente irritada e como se o bebê a tivesse “sugando” o tempo inteiro.

Quando Kevin nasce, isso não muda: ele tem um temperamento difícil, – mesmo sendo apenas um bebê!- ele se dá incrivelmente bem com Franklin, seu pai, e detesta Eva. Desde esse momento ela coloca em prática um pensamento que já tinha desde o início da gravidez: que tinha algo de errado com o garoto.

É muito complicado analisar o perfil de pessoas como Kevin, que matam por gosto, sem remorço. Eu costumava pensar que os pais tem grande influência sobre isso. Depois de ler esse livro, minha opinião já não é essa.

O livro é longo, mais de 400 páginas, mas extremamente importante, pois durante a história toda Eva cita outros massacres de crianças que tiveram acesso à armas e questiona essa política tão liberal presente no país deles.

Amedrontador.

De 0 a 10, 10.

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