Roommate – 14

Depois de almoçarmos decidimos passar o dia deitados, vendo Harry Potter. Eu já tinha resolvido e adiantado várias questões deprocessos antigos do estágio, então estava livre. Noah não tinha notícias de seu pai desde ontem, o que era bom para mantê-lorelaxado e se recuperando do resfriado que havia pego.
– eu gosto de ficar assim. – disse ele, enquanto eu estava deitada em seu peito e ele fazia carinho na minha cabeça.
– assim como?
– quieto. Quentinho. Com você. – olhei pra cima, pra ele, e sorri.
– Alice. – ele disse, mais sério. Sentei-me, ajeitando-me no sofá e olhando pra ele com mais atenção. – acho que quero levar isso asério.
– você acha?
– tenho certeza. Se você quiser ficar com outros caras, tudo bem. Mas eu quero ficar só com você. Já decidi isso. – sorriu, meolhando.
– sem surtar?
– só de vez em quando. – falou, baixinho, me puxando para perto de seus lábios pela minha nuca. – só te beijar.
Começamos um beijo intenso, com muitas mãos passeando e descobrindo nossos corpos. Fomos parados por um susto: a luzpiscando e acabando.
Apenas a luz que vinha da janela da sala nos iluminava. Era cerca de 17:00, o sol ainda estava um pouco longe de se por.
Noah deu um risinho e continuamos a nos beijar. Quando dei por mim, estávamos levantando e indo pro seu quarto, sem desgrudarnossos lábios. Ajudei, sedenta, Noah a tirar sua roupa e não demorou muito pra minhas roupas irem parar no chão, também.
Um preservativo dentro da cômoda de Noah. Ele em cima de mim. Não demorou muito pra eu ir para o paraíso em poucosminutos.
A chuva caia forte lá fora, um rastro da luz da rua entrava pela janela de Noah, iluminando a lateral de seu rosto que estava pracima, outra estava enfiado em meu peito, onde dormia tranquilamente. Sua respiração era forte e barulhenta, graças a seunariz entupido. Eu o olhava dormir e só conseguia pensar: o que era toda aquela adrenalina que estava sentindo?
Eu já tinha me apaixonado antes, digo. Já namorei sério durante um bom tempo, até terminar porque simplesmente não estava maisdando mais certo, não tinha mais choque, fogo, eletricidade. Parece que, com Noah, todo o choque aparece em todo momento. É bizarro o quanto eu me sinto dormente quando sinto o cheiro deseu perfume. O cheiro dele.
Levantei-me devagarzinho e fui tomar um banho quente e demorado. Quando estava terminando de tirar o shampoo dacabeça, tomei um susto ao ver Noah abrindo a porta do boxe.
– tem espaço pra mais um?
E mais uma vez eu arfei, com nossos corpos colados um no outro.
Depois do nosso banho, Noah precisou realizar uma reunião via vídeo conferência com fornecedores do restaurante. Aproveiteipara mandar uma mensagem pra Jess:
” fudeu.”
” que merda você fez????”
” dormi com ele. “
E, pouco depois, chegou uma mensagem de Erik:
“Vamos se ver amanha?!”
Sorri, pensando:
Por que não?

– o que tá fazendo? – Cheguei por trás de Noah, que estava sentado em sua cadeira, no seu quarto.
– finalizando o mais rápido possível pra poder tirar logo a sua roupa. – ele disse, entredentes, enquanto eu estava pendurada emseu pescoço, beijando sua bochecha.
– gosto da sua ideia. – dei uma risadinha. – vou te adiantar, então.
Me afastei e tirei minha roupa, ficando só de lingerie atrás dele. Noah percebeu que eu ia fazer algo e virou sua cadeira devagar,me olhando de cima abaixo. Aquilo fez meu coração disparar, mas foi uma boa sensação.
— Alice… – falou, me olhando nos olhos. Parecia que ele tinha parado de respirar por um momento. – você tá tornando as coisasbem mais difíceis.
– estou? Então vou me deitar, aqui, esperando.
Ri e me deitei em sua cama. Não demorou nem 3 minutos pra eu ouvir ele se levantando e me virando, já sem camisa, em cima demim.
No dia seguinte, acordei com a voz de Noah. Lavei meu rosto, vesti um casaco e cheguei na porta do quarto dele. Vi que eleestava fazendo FaceTime com uma menina.
“-… É. Não sei muito o que fazer. É. Mas não é assim, também, eu…”- quando ele percebeu que eu estava olhando-o parou de falarna hora, e disse – depois falo com você. – desligando.
Sai da porta do quarto e fui pra cozinha.
Vi que já tinha café pronto, então me servi com um pouco e me sentei na cozinha. Abri meu notebook pra ver as últimas notícias.- te acordei?
Um tempinho depois Noah apareceu na cozinha, perguntando. 
– não, tudo bem. – eu disse, sem tirar os olhos do computador.
Não tínhamos nada sério, então… Não precisava perguntar a ele com quem que ele estava falando, né?!
– está melhor? – eu perguntei, olhando-o.
– muito. – sorriu, encostando a cabeça em uma mão e me olhando. – e você? Tudo bem?
– acho que você me passou um pouco. – falei, secando meu nariz, que insistia em escorrer.
– eu cuido de você. – falou, dando a volta pela mesa e beijando o topo da minha cabeça. – Ri, aceitando seu carinho.
– o que vai fazer hoje? – Noah perguntou.
– trabalhar. E vou pra faculdade, daqui apouco. – suspirei. – e você?
– encontrar meu pai. Discutir umas coisas com ele. Nada demais.
– deu de ombro. – quer que eu deixe almoço pronto?
Olhei pra Noah por um momento. Eu tinha marcado de almoçar com Erik. Não sabia se deveria dizer isso.
– não. Acho que vou comer algo na rua. – achei melhor dizer.
– beleza. Vou tomar um banho. Bom dia. – nos beijamos e ele foi pro banheiro.
Enquanto isso, lavei minha xícara e fui pro quarto, separar a minha roupa pra sair.
-o que você vai fazer agora? – perguntou jesus, quando estávamos saindo da faculdade.
– vou encontrar Erik perto do escritório pra gente almoçar junto…
– não. – ela me cortou quando eu estava terminando de falar. – agora que você e Noah já fizeram tudo que tinha pra fazer. Se éque me entende.
Ri, olhando pra ela.
– Jess, eu estaria mentindo pra você se dissesse que tenho algo em mente e que estamos resolvidos. Porque não tenho. E nãoestamos.
– e você vai fazer o que? Namorar dois caras ao mesmo tempo?
Puts, vão ser três. – ela disse e eu não entendi muito, até ver
Thomás vir em nossa direção, me olhando.
– me dá um minuto.
Jess fingiu que estava indo falar com uma colega nossa, quando Thomás chegou mais perto de mim, dizendo:
– oi. – falou, mantendo suas mãos no bolso de seu casaco. Meu coração acelerou um pouco, não vou mentir. Eu gostava dessejeito tímido dele.
– oi. A gente não se fala tem um tempinho. Que ta rolando?!
– eu… Hum, eu e Sabrina estamos juntos. Sexta eu devo levar ela pro bar. Queria te dizer isso pra não…bem, pra não serestranho, sei lá. – deu de ombros.
– juntos? – ergui uma sobrancelha.
Sabrina era uma menina que fazia algumas aulas comigo e com Thomás. Fiquei surpresa dele ter vindo me falar isso. Eu e Thomásmantemos uma amizade colorida desde o começo da faculdade.
Ele nunca esteve sério com alguém (pelo menos não a ponto de achar necessidade de vir me contar!)
– é. Tem poucos dias, estamos nos conhecendo melhor. – sorriu, me olhando.
Parecia até doloroso ele estar contando isso. Porque, bem, parecia que ele não queria contar.
– tudo bem. – assenti. – sem problema algum.
– mesmo?
– talvez eu leve um carinha na sexta, também. – talvez até dois, pensei comigo mesma.
– sério? – Thomás agora parecia desapontado. Definitivamente, desapontado.
– vou ver como vai ser. – dei de ombros, não fazendo daquilo algo grande.
– é sério..? Vocês dois?
– eu e quem? – viajei por um momento. De quem estávamos falando? Noah ou Erik? Eu tinha dito o nome de algum? Ai, jesus.

Eu sou uma péssima mentirosa.
Thomás riu.
– você e o carinha, Alice. É algo sério?
– não. – deixei um riso bobo escapar por meus lábios.
– bom saber. – ele disse, se afastando de mim com um sorriso bobo em seus lábios.

Jesus.
Eu te pedi só um. E você me dá 3?!
– 

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