Roommate – 17

Sexta feira chegou e era o dia que eu tinha combinado de Erik ir pro bar comigo e uns amigos da faculdade. Consegui despistá-lo desde o começo da semana, vivendo momentos intensos com Noah. Eu tenho o ajudado no processo do cliente maluco (e revoltado) dele, fazendo a gente ficar mais conectado ainda.
Mas eu sabia que precisava conversar o quão antes com Erik. 
À noite, Noah comentou que iria ficar em casa, descansando, porque teve uma semana estressante graças às ordens de seu pai para que resolvessem o quanto antes a questão do processo do restaurante, e eu havia o avisado que iria pro bar, encontrar uns amigos.Antes de sair de casa, Noah perguntou:sozinha?Não. – olhei nos olhos dele enquanto dizia. Noah pareceu incomodado, mas eu não iria mentir. E nós tínhamos deixado claro que não estávamos tendo algo sério. Né?!
Então por que eu me sentia tão culpada?!
Ele pediu pra que eu tomasse cuidado e que iria me esperar acordado. 
Saí de casa e encontrei Erik na porta do bar. Nos cumprimentamos com um selinho demorado e entramos no bar de mãos dadas. Vimos meus amigos sentados em uma mesa, e outros em pé, jogando sinuca. 
Meus olhos rapidamente se encontraram com os de Thomás, que estava em pé, com uma menina ao seu lado. Ele rapidamente viu que eu e Erik estávamos de mãos dadas e tirou seu braço que estava apoiado na menina que estava com ele.
ei, gente. Esse é Erik. – eu disse, chegando perto do pessoal sentado, apresentando-o. Todos sorriram, animados e responderam de volta.
Jess logo se levantou, vindo me abraçar e dizendo em meu ouvido:ele não parava de olhar pra porta, ansioso, esperando você chegar. – ela se referia a Thomás.
Suspirei, dando de ombros.
Sentei- me perto dela e com Erik ao meu lado. Cumprimentei Thomás com um aceno de cabeça, mesmo. Ele retribuiu da mesma forma.

Passamos a noite dessa forma: meio afastados um do outro, mas nos divertindo com nossas companhias.
Depois de  muitos drinks, e nos divertirmos bastante, a noite estava chegando ao fim e eu e Thomás mal tínhamos nos falado a noite toda. O que era bem incomum: nós éramos próximos, além da próximidade íntima, éramos amigos. Eu notei que ele não tirava os olhos de mim a noite toda, porque, óbvio, eu também não tirava os olhos dele a noite toda. Fiquei preocupada por ele não ter demonstrado muito interesse pra falar comigo. O que isso queria dizer?!
Antes de me despedir do pessoal, fui ao banheiro que ficava mais afastado de onde eu estava com todos e na volta dei de cara com ele, que me esperava no corredor que tinha em frente ao banheiro feminino e masculinho. 
Estava de pé, mas parecia ventando: o que o alcool faz, né. 
Eu já imaginava que coisa boa não vinha. 
-Oi. – eu disse, suspirando e me virando pro espelho para arrumar meu cabelo. 
-E esse cara?  – ele disse, chegando mais perto de mim. 
-Que é que tem?
-Vocês estão juntos mesmo? – suspirei, me virando pra ele séria. – Ué, não posso perguntar?
-Eu vim com ele. E você já sabe que sim. 
-Qual é, Alice… eu sinto sua falta. – Thomas colocou uma de suas mãos em minha cintura, me puxando pra perto. – e você sabe que eu faço bem melhor. – falou no meu ouvido, afastando meu cabelo e beijando meu pescoço.
Eu e Erik não tinhamos nada sério e tinhamos deixado bem claro isso um pro outro. Não seria problema eu ficar com Thomas novamente, mas não ali, junto com Erik e óbvio, com a “namorada” dele (que tenho certeza que não é a mesma situação minha e de Erik, com certeza eles estão sérios). 
-Eu sei disso. Não duvido, nunca disse o contrário. – eu disse, tirando sua mão de minha cintura.  – Eu e Erik não estamos sérios. Diferente de você e da menina que trouxe hoje, né?!
Ele fechou a cara na hora. 
-Você nao percebe? – perguntou, cruzando os braços. 
-Percebo o quê, Thomas? 
Ficou um silêncio mortal entre nós. Até Erik aparecer no final do corredor, dizendo: 
-Alice? Vamos? 
Eu dei uma última olhada pra ele, esperando ele dizer mais alguma coisa, mas quando vi que nao iria dizer, desisti. 
Passei por ele e dei a mão para Erik. 
-Tudo bem?
-A gente costumava ficar. – eu disse, olhando pra Erik. Ele pareceu um pouco incomodado. – Mas ele está com uma menina agora, e bem, eu vim com voce, o que nao é problema pra mim. Mas ele achou um problema. – revirei os olhos. – só vamos embora. Amanha é outro dia, e sem alcool, será melhor conversar com ele. 
-Concordo. 
Despedi-me de todos e Erik me deixou em casa, na porta do prédio. Mas quando eu estava terminando de me despedir dele, um Thomas transtornado surgiu, gritando:
-Ela não te merece, você sabe disso, né? – ele olhava pra Erik com um olhar mortal. 
Me arrepiei dos pes a cabeça. Era quase 4 da manhã. A rua deserta. Não precisava de uma confusão e ser expulsa do predio o qual acabei de me mudar.

-Thomas? – me virei, rapidamente, tirando as mãos de Erik. 
-Cara?  – Erik olhou pra ele, nervoso.
-Você é um lixo, e voce sabe bem disso. – Thomas chegou perto em segundos, dando um soco em Erik. 
Sim, um soco, bem no meio da cara dele.
-Você ta maluco?!  – Erik caiu por um segundo, mas logo partiu pra cima de Thomas.
Pronto, era so o que me faltava agora.
-Me admiro muito voce, Alice. – Thomas disse, se livrando do Erik por um segundo.
Thomas falava como se conhecesse Erik já, o que pra mim nao fazia sentido algum. Eu nao estava entendendo nada o que estava acontecendo. 
-Parem com isso, agora!  – eu gritei, tentando afastar os dois e acabei levando uma cotovelada no olho, de Erik, que sem querer estava tentando chegar pra tras e se desvenciliar de Thomas.
Em poucos segundos já tinham varias luzes acesas dos apartamentos e apareceu um Noah correndo, me levantando (a cotovelada foi forte real, acabei sendo jogada no chao) e tentando apartar os dois garotos que estavam tentando se matar. 
Tudo aconteceu muito rapido: de repente tinha uma mulher me ajudando, Thomas e mais um cara tentando conter Erik e Thomas e muita gritaria. Eu nao entendia nada. 
De tanto nervoso, acabei desmaiando.

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