Roommate – 21

Depois que cheguei em casa do escritório, tomei um banho rápido e fui logo pra casa de Jess. Havíamos combinado de nos arrumarmos e irmos juntas para o bar. Além disso, eu não queria olhar para cara de Noah a não ser que já estivesse com bastante álcool no corpo (e na mente).

Por volta de 22:00, saímos de seu apartamento e chegamos em um bar lotado. Pelo menos haviam pessoas interessantes.

Thomás passou a noite toda com a gente, brincando, bebendo, dançando, estava com saudade daquele clima tão legal e confortável.

Bebi até não sentir mais minha língua e começar a achar interessante ficar com Thomás de novo. Graças a Deus Jess estava ali comigo, me impedindo de fazer besteiras.

Quando eram quase 4:30 da manhã, cheguei em casa, tropeçando um pouco, um pouco tonta, mas de pé.

Não me surpreendi quando vi Noah sentado na sala, assistindo tv e segurando uma latinha de energético.

Ele havia me mandado uma mensagem por volta de meia noite, perguntando se eu iria querer jantar algo quando chegasse em casa, mas eu sabia que era só um pretexto para saber aonde eu estava, ou se liberava uma informação a mais. Mas só disse “não, tudo ok”.

-eita. Oi. -eu disse, sorrindo, tirando meus sapatos perto da porta e colocando minha bolsa no chão.

Noah olhou pra minha cara, e não disse nada. Nada.

Passei por ele, indo em direção à geladeira e tirando uma garrafa de água de lá.

Quando me virei, ele estava sentado à mesa. Tomei um susto.

credo, Noah.

você está bêbada. – ele disse, numa voz grave, me olhando derramar um pouco de água para fora do copo que eu estava tentando encher.
Por que você está acordado a essa hora?!
Te esperei para saber se você iria chegar bem. A última vez que andou bebendo teve gritaria na porta do prédio.
Você diz como se a culpa tivesse sido minha. – eu disse um pouco alto demais.

me expressei mal. Desculpa. – Noah assentiu com a cabeça, abaixando-a. – você tava com Erik?
por que você quer saber? Não te perguntei sobre aquela morena bonitona que estava hoje cedo aqui, tomando café da manhã com a minha xícara.

Noah riu, abaixando a cabeça.

você está me gastando?! – fui pra cima dele, brava.

não é nada do que você ta pensando, Alice. – ele ficou de pé, me olhando de cima e falando mais baixo.

Eu conseguia sentir o cheiro de frutas de seu hálito, do energético.

o que é que eu to pensando agora, hein, Noah? Já que você sabe o que to pensando. – falei meio atropelando, meio cuspindo, as palavras.

você ta com ciúmes. – senti sua mão em minha cintura, me puxando pra perto. -eu não dormi com aquela garota de hoje cedo.

eu não estava com Erik. – eu falei, baixinho, olhando para seus lábios que estavam pouco longe de mim.

Eu quero você, Alice. A gente consegue fazer isso dar certo. Só nós dois. Diz que sim, Alice. Diga que sim.
Noah, eu… – eu não consegui dizer nada, mas também, não consegui negar.

Foi a tempo suficiente de Noah colar nossos lábios em um beijo incansável e de tirar o fôlego. Passei minhas mais por suas costas, ajudando-o a puxar sua camisa e a tirar rapidamente pela cabeça.

Não demorou muito para começarmos a andar pra trás e cairmos no sofá, rindo no meio do nosso beijo desajeitado, mas muito desejado.

Noah tirou minha blusa, minhas roupas, em poucos segundos depois daquilo, eu pude notar minha ansiedade deixar meu corpo por completo.

Naquele momento éramos só nós dois, pele na pele, um coração batendo sob o outro. Meu cabelo amaranhava-se em seus dedos, mas Noah não se importava, porque os segurava da forma que eu gostava. Nossas mãos se encontravam vez ou outra no rosto um do outro, muitas vezes para nos certificarmos que aquilo tudo era real, que não estávamos sonhando.

Nos dois sabíamos, que se fosse um sonho, não acordaríamos tão cedo.

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