Nosso ritmo – 20

Depois daquele encontro que eu já esperava, mas nao tinha ideia de como sairia tão acabada de lá, com Austin, voltei pra casa, tomei um banho, conversei um pouco com as meninas, esclarecendo sobre o acidente e essas coisas. 
Eram cerca de 2h da manhã, quando acordo com meu celular vibrando embaixo do travesseiro. 
Sentei logo na cama assustada e o peguei rapidamente, quando olhei no visor, atendi sem mais nem menos. 
-Austin? Tudo bem por aí? 
-Ahn, aham. –Austin respondeu com uma voz rouca e bem fraca –Meu pai já foi transferido pra cá, pra Boca Raton. Só liguei porque ele pediu pra que eu te avisasse e ele queria saber se amanhã de manhã voce poderia vir visita-lo.. 
-Eu? 
-É.
-Visitar ele? 
-Aham. 
-Ele pediu? 
-Sim, Stella. –Austin suspirou –Agora eu preciso desligar, ok? Depois que voce foi embora eu fui direto pro hospital e tava lá até agora, to morto. 
-Voce tá sozinho em casa? 
-Sim, Lori vai ficar lá com ele até amanhã e pediu pra que eu tomasse conta da pequena. 
-Ah, entendi. Tudo bem então.. amanha a gente se vê?
-É. 
-Boa noite, Austin. 
-Boa noite, Amy. 
Foi tão automático eu ouvi-lo me chamar de Amy, que deixei escapar um sorriso bobo e apenas desliguei o celular. Teria um longo dia pela frente amanhã. 

Acordei quando poucas frestas da claridade entravam pelo quarto. Olhei no relógio da parede de frente a mim, e já marcavam 9 da manhã. 
Levantei-me devagar porque Jane ainda dormia e se eu a acordasse ela ficaria bem brava. Tomei um banho, coloquei minha jeans e uma camiseta curtinha, porque o sol lá fora estava castigando mesmo. 
Assim que fui tomar café, encontrei um bilhete em cima da pia com a assinatura de Trayce embaixo. O mesmo dizia: 
“Saí pra resolver umas coisas e depois volto, ok?” 
Trayce nunca saía sem avisar assim, mas ok. Tomei só um café mesmo e fui direto pro hospital. Tentei fazer uma hora lavando a louça, mas nao dava. A ansiedade pra saber o que o pai de Austin queria comigo era maior que tudo. 
-Oi, eu vim pra visita de David Butler. –Falei a mulher do balcão assim que entrei tentando disfarçar minha ansiedade no hospital.
-Ele está no CTI, precisa esperar pra ganhar seu crachá. 
-OK. 
Sentei naquelas cadeirinhas perto do balcão e fiquei tamborilando os dedos na minha bolsa, em meu colo, esperando a moça começar a distribuir os crachás. 
-UTI. –Ela chegou com os crachás e várias pessoas se levantaram, formando uma pequena fila e cada um pegando seu crachá e subindo. 
-CTI. –Uma loirinha chegou com outros crachás e eu na hora me levantei, pegando o meu com ela e subindo de uma vez. 
Assim que cheguei, me senti um pouco mal porque o “cheiro de hospital” estava mais forte lá em cima. –Quem que gosta de hospital, né? –mas era tudo de ultima linha. O corredor era bem limpinho, e tinham cadeiras em frente as salas. De longe, eu podia ver Austin esparramado na cadeira, Lori de pé e a pequena Ashley brincando com uma bonequinha, sentada ao lado dele. 
Fui me aproximando devagar e respirando fundo, tentando me acalmar. 
-Stella! –Lori veio logo em minha direção me abraçar –Que bom que veio!
-Está tudo bem, nao é? 
-Claro, está sim, nao se preocupe! Me perdoe Austin ter ligado tao tarde..Eu realmente fiquei ansiosa e quis que ele te avisasse logo.. 
-Nao, que isso, tudo bem. –Lancei uma olhada pra ele e foi na hora que ele tava me olhando, de cima embaixo. 
-Você quer entrar agora?

-Eu posso? 

E agora, huh? 
O que será que o pai de Austin tanto quer com Stella? Será que é mais coisa ruim vindo pela frente?! 
Fiquem ligados!
Quarta-feira tem mais!
Besin, besin 
Giulia

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