A Aposta – 25

Gabriela deve estar transtornada, completamente acabada. 
-É, cara.. Nem eu. E acho que nem ela. Ela só chegou aqui aos prantos e disse que ia embora, porque não aguentava mais.. Acho bom você procurar ela e vocês se acertarem. De novo. 
-Por que eu faria isso? 
-Ah, meu irmão, tem um bom motivo pra isso. E como tem. Mas você é louco por ela, eu sei que é. Vamos logo.. Vocês precisam conversar.
-Estou indo pra aí.
-NÃO, NÃO FAÇA ISSO. Nossa, se você aparecer aqui ela te joga fogo, cara. –Nós rimos um pouco –Vá amanhã no colégio e vocês conversam, pode ser? 
-E o que me garante que ela não vai arrumar uma confusão na porta do colégio? 
-Acredite. Ela não vai. 
-Certo. Acalma ela aí, e eu me resolvo por aqui, ok? 
-Ok. E vê se dorme bem longe de uma garrafa de álcool ok, irmão. 
-Ok cara, pode deixar. –Nós rimos –Obrigado por tudo, cara. Obrigado mesmo. 
-Que nada. Amigo é pra isso. Tamo aí.
Desliguei, tomei um bom banho e fiquei pensando em tudo isso. 
Eu não acredito que magoei Gabriela dessa forma.. Que me deixei levar por tão pouco. 
Ela deve agora estar pensando que enquanto estava na Flórida, com saudades e louca pra voltar, eu estava aqui, pegando todas. 
Quando na verdade estava bebendo pra amenizar a saudade de seu corpo, de seu cheiro, de seu sorriso.. Ah, meu Deus, o que aquela garotinha estava fazendo comigo? 
-Oi. –Eu disse assim que saí do banho, só de bermuda e Sasha me esperava sentada na beirada da cama, já pronta.
-Noah.. 
-Olha, eu não sei o que aconteceu –Estendi meu braço, já dizendo –E nem quero saber. Só sei que foi um TERRÍVEL acontecimento, ok? E não era pra ter, sem duvida, não era pra ter acontecido. 
-Deveria ter pensado isso antes de encher a cara e me ligar.
-Sem essa, Sasha. Eu me conheço autosuficiente o bastante pra saber que você deve ter se aproveitado do momento e agora vem atirar pedra em cima de mim. Não vem, mesmo. Pega suas coisas, e dá o fora daqui o mais rápido possível. Foi muito bom te ver, mas enquanto você esta vestida. 
Ela apenas se levantou, bufando, pegou sua bolsa e saiu logo dali. Eu precisava de um bom tempo, sozinho e pensando. Como eu faria pra poder conversar com Gabriela. 

A noite foi conturbada. O desejo por bebida era maior que eu, mas em momento algum cedi. O foda veio de madrugada, os pensamentos não saiam de Gabriela.
Não aguentava pensar mais nela chorando e completamente decepcionada comigo. 
Segunda feira logo chegou e eu passei o dia angustiado por chegar na hora e eu buscar Gabriela no colégio. 
Parecia que as horas passavam devagar pra provocar, eu me segurava a cada minuto pra ligar logo pra ela.
Eram por volta de 12h e pouca, quando finalmente tomei meu banho, me arrumei, peguei meu carro e fui pra porta daquele colégio rezando pra que ela não fizesse escândalo. E me ouvisse. 
-Você sabe muito bem que ela não vai falar com você. –Sua amiga Taylor me viu parado do outro lado da calçada e se inclinou na porta, falando. 
-Não custa nada tentar, não é? 
-Ela está realmente chateada, Puck. Você a magoou muito. 
-Mas quem estava me magoando desde o inicio, era ela mesma, não era? –Ela suspirou, saindo da frente do carro, e gritando por Gabriela que saia na hora. 
A vi vindo e ela se despediu da amiga, e assim que atravessou, Gabriela se inclinou na janela, dizendo: 

-O que você quer? 

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