A Aposta -12

-Ah, oi. –Ela se aproximou, me deu um selinho e me segurou pela mão, me guiando pra cozinha. –Mamãe, esse é o Noah. Noah, Elizabeth.

-Olá querido. –A senhora me deu um forte abraço. Bem simpática. –Prazer em conhecê-lo.

-O prazer é meu, srtª Collins.

-Pode me chamar de Liza. –Ela sorriu –Sente-se, fique a vontade.

Sentei-me de frente a Gabriela, seu irmão logo depois desceu, e se sentou ao meu lado. 
Seus pais se sentaram um em cada ponta da mesa –como eu ja imaginava -.

-Então Noah, o que você faz? –Albert perguntou, enquanto todos se serviam.

-Faculdade, ainda. Curso jornalismo.

-AH, bacana.. vai ser escritor, ahn?

-Isso, isso.

-Bacana. Minha filha ainda é meio indecisa nessas coisas, mas espero que tome a decisão que quer.

-E como vocês se conheceram, ein? –A mãe de Gabi logo interrompeu.

-Ahn –Gabriela gaguejou –Foi há uns meses, não é? Acho que na festa de primavera, mamãe.

-É! Nós já conversamos tanto..

-Gostei da parte sua de esperar pela minha filha.

Oh Deus. Eles ainda não sabiam.

-Claro. Eu a respeito muito. –Eu disse olhando pra Gabriela e sorrindo.

-Isso aí. Você parece ser um bom rapaz.

-Você nem imagina. –Ouvi Gabriela sussurrar e apenas fiquei olhando pra ela. –Mas então papai. Noah me chamou pra acompanhá-lo em um show, amanha! O que acha?

-Onde? E que horas?

-Vai ser no clube, aqui perto, senhor. –Eu respondi, olhando pra ele –Deve começar as 21h, por ai. Mas minha casa é perto. Não teria problema ela dormir lá.

-Certo.. E suas notas, como vão querida?

-Só crescendo, papai. Graças a Deus. –Os dois riram. –Tenho me esforçado bastante, e conseguindo o melhor. Noah tem me ajudado bastante também.

-É, ahn? –Seu pai assentiu –Certo, eu vou ver com sua mãe e depois lhe aviso.

-Tudo bem!

O resto do jantar foi bem tranquilo. A mãe dela não fazia muitas perguntas –sei lá, ela era simpática mas acredito que não tenha gostado tanto de mim quanto imaginei –só o pai que se interessava mais. E ele parecia ser bem rigoroso.

-Então, Noah, vamos subir rapidinho? Preciso falar com você.

-É claro. Querem ajuda pra tirar a mesa?

-Não, não. De forma alguma. –Liza começava a retirar os pratos –Adorei conhecê-lo querido.

-Eu também, senhora.

-Foi um prazer, rapaz. Cuide bem de minha filinha, ein?

-Claro. Um prazer também, sr.Collins.

Nós subimos e ela logo fechou a porta, e disse sussurrando, nervosa:

-Acha que eles não vão deixar?

-Se não, você foge. –Ela gargalhou –To falando sério.

-Ta, voltemos a realidade agora.

-Falou do seu irmão?

-Não. Tenho uma estratégia melhor pra isso.

-E posso saber qual é?

-Deixa pra lá, mas qualquer coisa que eu mude de ideia, ou de errado, lhe aviso. –Nos sentamos na cama.

-Certo. Então, o que quer?

-Não me trata dessa forma, Noah. –Gabriela se virou pra mim, e percebi que estava chateada.

-De que forma? 

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